Brasil

Uma solene banana

Redação DM

Publicado em 14 de março de 2016 às 00:00 | Atualizado há 10 anos

Dias de aflição! De coletivo desespero ante o caos que se instalou pela extensão do continente brasileiro, com reflexo internacional, pois desde o patrício mais humilde ao pretenso mais importante, todos estamos envergonhados diante do cenário desolador que demonstra estar a Pátria do Cruzeiro! Quem deixou a pátria amada se deteriorar a tal ponto? Como se prostituiu a nação dos brasileiros! Quem teve a ousadia de deixa-la se rebaixar a tal ponto? Onde está o mínimo de pudor que a nação devia ostentar por simples honra de hospedar um povo bom e ingênuo, a ponto de ter permitido que políticos, sem prévio aviso ao povo, mudassem o caráter da nação livre, democrática e independente,  para se tornar colônia de Cuba, Rússia, ou fosse lá de que país fosse? Nós somos autossuficientes ou, pelo menos, éramos! Agora não teremos sequer o que comer, se esse atual regime privatizar também o arroz e o feijão, como fizeram com o petróleo, razão que nos faz pagar a mais cara gasolina do mundo, enquanto na Bolívia cobram 30 centavos de Bolívar por litro?
Quem ousou meter o nosso país como tutor de outras nações da América Latina, sem que o povo, ao menos, se apercebesse do quanto isso nos valeria? O sangue e o suor das gerações dos nossos netos que terão que pagar dívida internacional tão imensa e descomunal! Absurdo! Quem esta desventura perpetuou contra nós? Quem ousou abrir esse abismo à frente, permitindo que o Brasil se afundasse nele?
Agora é que descobrimos que os nossos mandatários são, na sua totalidade, (afora pequeno grupo de homens públicos probos e bons), desnaturados ladrões insensíveis na sua ganância e ávidos de poder! São desumanos! Hipócritas! Sanguinários! Irresponsáveis! Enquanto o povo perece à míngua e nos corredores de hospitais abandonados, os mandatários brigam entre si disputando cadeiras do poder para se defenderem da justiça da qual eles abusaram, pois nunca acreditaram nela, tão acostumados estavam às delicias da impunidade. Agora que os céus interferiram em defesa da população, eles estão preocupados… Com eles! Nunca, jamais, com a população a quem esses monstros da má política querem, agora, culpar pelo derretimento econômico, moral e administrativo.
Milhares de obras faraônicas, são esqueletos gigantes de obras inacabadas, produtos da corrupção! E, a bem da verdade, quando um político se recusa a defender o país, diante dos seus predadores, vai se ver, é porque é mais um cúmplice de roubo e profundas sangrias na economia pública. São os políticos venais que mostravam caras de santos, mas que, diante da pressão judicial, se escondem, para não mostrarem suas caras de covardes e detentores de desqualificada omissão, pela qual terão que responder, mais dia, menos dia!
Não, o povo não é responsável pela hecatombe financeira nem pela quebradeira do país! Mas foi a população que os elegeu seus representantes legítimos! Poderão lembrar.
Mas por terem acreditado em vocês, políticos de trevosa atitude! Vocês prometiam céus e paraísos à gente brasileira por sabê-la simples e boa, que teve a ingenuidade de confiar em vocês! Agora é que entendo porque alguns dos candidatos em quem votei ao longo da minha existência nunca foram eleitos. Agora entendo. É porque eu votava nos corretos. A única vez em que, por último, meu voto foi honrado, foi quando votei no último prefeito eleito de Anápolis e na área maior, quando votei em Juscelino Kubistchek para Senador.
O povo não tem culpa. Vocês políticos da política vil e desonrada, primeiro desarmaram o povo para depois aplicar o golpe no país que seria o líder do mundo! Líder de quê? Em quê? Com quem? Com que inteligência? Com qual capacidade? Pra vocês, autoridades (com pouca exceção) do nosso Brasil varonil, olhem! Tomem… Uma solene banana!

(Iron Junqueira é escritor)


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