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Famílias que tiveram bebês trocados no Hutrin vão viver juntas

Famílias assinaram termo com o Conselho Tutelar para não registrarem as crianças até o resultado do novo exame de DNA.

diario da manha
Foto: Reprodução

As duas famílias que tiveram os bebês trocados no berçário do Hospital de Urgências de Trindade (Hutrin) estiveram na tarde desta segunda-feira (29/7) na Delegacia Estadual de Proteção à Criança e ao Adolescente da cidade, para fazer a “destroca” das crianças, porém elas não aceitaram e vão viver juntas na mesma casa.

A delegada do caso Renata Vieira que assumiu as investigações sobre a troca das crianças na unidade de saúde, entendeu por bem propor as famílias que desfizessem o erro do hospital na tarde de hoje.

De acordo com a delegada do caso, as famílias estiveram na delegacia essa tarde, e a investigador propôs a que a troca dos bebês fosse efetuadas, porém os pais de uma das crianças não aceitaram.

“Nós fizemos a proposta, foi uma reunião com os dois casais, e eles não quiseram destrocar os bebês não, eles preferem esperar o resultado do exame de DNA. Então nós fizemos essa proposta que eles ficassem na mesma casa e vão ficar na casa de um deles até a próxima quarta-feira, para as mães poderem ter convivência com com as duas crianças”, explica a delegada.

Em relação ao depoimento dos pais das crianças que alegaram terem sido impedidos de acompanhar o parto dos bebês, devido a uma norma do hospital, Renata Vieira afirmou que não tem conhecimento das normas do hospital, e que o que é investigado é questão da negligência da identificação das crianças ou das mães dela.

“Não há um crime de maior teor ofensivo, então o servidor pode ser penalizado apenas com a assinatura de um Termo Circunstancial de Ocorrência (TCO)”, explicou a delegada.

Antes de participarem da reunião que discutiu a destroca dos bebês, as duas famílias passaram pela unidade de saúde, onde fizeram um novo exame de DNA, como contraprova do primeiro. Além do exame, os pais e as crianças assinaram um termo do Conselho Tutelar da cidade, para que os bebês não sejam registrados até o resultado final do exame médico.

Pais de uma das crianças desconfiaram que os bebês haviam sido trocados no hospital

As duas famílias estiveram no hospital para terem seus respectivos filhos no dia 9 de julho deste ano. E após o parto, voltaram para suas casas. Entretanto uma das famílias desconfiou que o filho não era o deles, pois não apresentavam características do pai ou da mãe da criança. Desconfiados os pais, se submeteram a um exame de DNA.

O resultado do exame ficou pronto na última sexta-feira (26) e o caso ganhou as manchetes dos principais jornais de Goiás. As famílias foram identificadas e ouvidas no sábado (27) pela manhã.

O Hospital por meio de sua assessoria afirmou informou que os servidores responsáveis pelas trocas dos bebês foram identificados e afastados de suas funções. E em relação a declaração das famílias, o Hospital negou que impediu os pais de acompanharem o nascimento dos filhos.

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