Cidades

Clínica se recusa atender criança por ela ser cadeirante

Mãe afirma que o atendimento foi negado por três atendentes da clínica

diario da manha
Foto: Reprodução

Mãe denuncia que clínica particular se recusou atender a filha dela de 10 anos por ela ser cadeirante. Rosane Ferreira da Silva Fernandes, afirma que ao chegar ao local para a consulta marcada, no Setor Marista, em Goiânia, foi informada que o procedimento não poderia ser feito.

Rosane Fernandes registrou uma ocorrência na polícia. De acordo com ela, a recepcionista do local falou que a clínica não antendia cadeirantes. “Eu falei como assim não atende cadeirante? Ela disse: nós não temos elevador e nem rampa de acesso, a senhora tem que marcar em outro lugar”, relata.

A criança é cadeirante desde os dois anos, Beatriz Ferreira Fernandes, teve um tumor na medula. A consulta recusada que deixou a mãe da menina revoltada, era com um gastroenterologista.

De acordo com Rosane, ela sentiu uma discriminação como nunca sentiu em outro lugar e, ficou triste pois a filha presenciou toda a situação. “Ela viu que foi hostilizada, ela sentiu isso, desprezo, descaso, pouco caso”, destaca.

Atendentes recusaram atendimento a cadeirante e não propuseram solução

Rosane afirma que o atendimento foi negado por três atendentes da clínica e que, eles não propuseram qualquer tipo de solução para o problema. De acordo com a Lei 13.146/2015 é crime de discriminação toda forma de distinção, restrição ou exclusão ao deficiente e que é assegurado a ele o acesso aos serviços de saúde públicos ou privados.

O descumprimento da lei pode acarretar multa e uma pena de até 3 anos de prisão aos responsáveis. Segundo o presidente da Comissão de Direitos da Pessoa com Deficiência da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO), Diego Castilho Magalhães, os órgãos devem se adequar para realizar este atendimento e não o contrário.

Diego Castilho afirma que casos como o de Beatriz seriam resolvidos facilmente, com um consultório no térreo, por exemplo. De acordo com ele, a sociedade deve se adequar às questões relacionadas às pessoas com deficiência, oferendo acessibilidade, com grau de segurança, autonomia e independência.”O local que não é acessível é um local deficiente”, ressalta.

Com informações do G1

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