Cidades

Goiânia e seus contrastes

No próximo domingo, a capital de Goiás completa 88 anos, e durante a semana o DM vai trazer uma série de reportagens especiais em comemoração ao aniversário de Goiânia

diario da manha
Foto: Willi Becker

No dia 24 de outubro, Goiânia comemora o aniversário de 88 anos da cidade. A capital foi fundada em 1933 pelo interventor federal Pedro Ludovico Teixeira e foi projetada para se tornar um grande centro político-econômico, ajudando a desenvolver o Estado de Goiás.

Segundo relatos históricos a capital foi construída inicialmente para 50 mil habitantes,e teve um crescimento razoável até 1955. Mas com a chegada da estrada de ferro, em 1951, a retomada da política de interiorização de Getúlio Vargas, de 1951 a 1954, a inauguração da Usina do Rochedo, em 1955, e construção de Brasília, de 1954 a 1960, no ano de 1965 a capital goiana já tinha cerca 150 mil habitantes.

Segundo uma pesquisa da Organização de Desafios da Gestão Municipal (DGM) Goiânia hoje, é a 8ª melhor capital brasileira para se viver. Com uma população de 1,55 milhão de pessoas, uma renda per capita de R$ 27,8 %mil. Esses números dão a ela o conforto de se ver na lista das cidades bem de vida.

A cidade conta com regiões com infraestrutura sofisticada e contemporâneas, podemos encontrá-las facilmente em setores mais nobres, como o Setor Bueno, Setor Marista, Setor Oeste, Setor Sul, Parque Amazônia, Nova Suíça e Jardim América. Esses locais são marcados pelo alto poder aquisitivo de seus moradores, o que acaba atraindo ainda mais atrativos para a região como bares e lojas de luxo para as regiões próximas a eles.

Nem tudo são flores

Mas a cidade mais verde do Brasil, também carrega outra face, bem diferente do luxo. Segundo pesquisas da ONU, Goiânia é a capital brasileira mais desigual, isso porque muitas pessoas não têm o básico para a qualidade de vida, como educação e saúde por exemplo.

Em muitos casos essas regiões são marcadas por setores em situação precárias localizados em áreas de risco, com uma população que vive com menos de um salário mínimo, analfabeta e sem qualificação profissional. Essas localidades muitas vezes são esquecidas, até mesmo pelo poder público.

Esses moradores querem ser vistos e lembrados, como em qualquer outro lugar e um direito que todos devem ter. Moradora da região Noroeste de Goiânia, Carla Assis, pede ao poder público mais visibilidade para os setores afastados, pois muitas vezes esses moradores são excluídos e raramente consegue ter os serviços básicos de saneamento, infraestrutura, saúde e educação.

Já Tereza de Oliveira, de 67 anos, se preocupa com o futuro dos idosos, já que Goiânia apresenta dificuldades para a terceira idade, tanto no transporte público como até mesmo nas ruas. Ela espera uma qualidade de vida melhor para que não tenha mais tantas dificuldades.

Agora me diz você, em comemoração aos 88 anos da capital, qual é o seu desejo para melhorar o futuro da nossa cidade?

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