Cotidiano

Conheça a história de Galvão Bueno, um dos maiores narradores esportivos da história da televisão brasileira

Após 41 anos na Globo, Galvão Bueno se despede, mas as boas memórias serão eternizados, assim como seu famoso bordão “Sai que é sua, Taffarel”, e o consagrado grito "É tetra, é tetra"

diario da manha

Galvão Bueno, um dos maiores narradores esportivos da história da televisão brasileira, iniciou sua carreira na rádio Gazeta, em 1974, passou pela TV Gazeta, TV Record, Bandeirantes e por último, permaneceu durante 41 anos na Globo, onde fez história.

Carlos Eduardo dos Santos Galvão nasceu em 21 de julho de 1950, na Tijuca, Rio de Janeiro. A intimidade com as câmeras, o amor pela comunicação e ao esporte está no DNA do locutor. Seu pai, Aldo Viana Galvão Bueno, trabalhava como  produtor, diretor, apresentador, se destacava com os textos, mas já teve passagens como narrador esportivo em rádios. Já sua mãe, Mildred Santos Galvão Bueno era atriz e já atuou em rádio e televisão. 

Carreira de Galvão Bueno

Galvão Bueno trabalhava como gerente de vendas em uma loja de embalagens plásticas, mas optou por sair da empresa para começar uma com a mesma atividade. Apaixonado por diferentes modalidades esportivas, o locutor teve sua vida mudada após seu sócio inscrever Galvão em um concurso para o programa esportivo da Rádio Gazeta chamado ‘Disparada no Esporte’, que buscava um narrador que tivesse conhecimento em amplos esportes. Com isso, Galvão foi aprovado no concurso e iniciou sua carreira na Rádio Gazeta, em 1974, onde ficou durante um ano.

Em seguida, Galvão Bueno migrou para a TV Record, onde participou de transmissões de jogos e teve a oportunidade de atuar na Copa do Mundo da Argentina, como comentarista. Sua passagem na emissora durou dois meses. Depois passou pela Bandeirantes, onde permaneceu durante quatro anos.

Já em 1981 veio o grande convite que consagrou a carreira do narrador esportivo. Iniciou na Globo, onde revolucionou as transmissões esportivas e adaptou ao seu próprio estilo de narração. Além de ser o lugar que proporcionou coberturas marcantes na vida do locutor.

Conquistando seu espaço e a admiração do público, Galvão realizava transmissores de futebol e corrida de Fórmula 1. Fã de corridas e do piloto Ayrton Senna, Galvão Bueno destaca momentos marcantes durante a carreira, sendo os três campeonatos de Ayrton Senna, em 1988, 1990 e 1991 e a conquista de dois títulos de Nelson Piquet, em 1983 e 1987.

Desde 1982, Galvão Bueno esteve presente em todas as Copas do Mundo, e no futebol o narrador também ressalta momentos inesquecíveis, como a Copa de 2014 que teve a infeliz derrota do Brasil para a Alemanha por 7 a 1.  

“Saiu um gol dois, três, quatro… Eu olhava para o Arnaldo, o Arnaldo olhava para mim, Onde isso vai parar? E o Ronaldo do meu lado esquerdo ficou pálido, uma coisa louca. A Seleção era uma parte importantíssima da vida dele. E eu pensava: o que eu vou falar no Jornal Nacional daqui a pouco? Era uma coisa diferente de tudo que  já tinha acontecido.”, é o que relata Galvão Bueno.

Após 41 anos na Globo, Galvão Bueno se despede através de um post no Twitter. Mas as boas memórias e o reconhecimento como profissional serão eternizados, assim como seu famoso bordão “Sai que é sua, Taffarel”, e o consagrado grito “É tetra, é tetra” em comemoração ao título do Brasil na Copa do Mundo de 1994.

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