Cotidiano

Moda e sustentabilidade: um consumo com consciência sem perder o estilo

A coordenadora do curso de moda da Estácio, Ana Carolina Santana, afirma que a indústria da moda ocupa um posto indesejado quando se fala em sustentabilidade

diario da manha
Foto: Puput / Shutterstock.com

Moda e preservação ambiental são aparentemente conceitos conflitantes; o primeiro implica em produtos com curtos ciclos de vida, e o segundo leva em conta durabilidade, sustentabilidade e reutilização de produtos. 

Segundo a coordenadora do curso de moda da Estácio, Ana Carolina Santana, a indústria da moda ocupa um posto indesejado quando se fala em sustentabilidade.

“Ela é a segunda mais poluidora do mundo, atrás apenas da indústria do petróleo. Importante área de negócios, a moda abriga segmentos como o têxtil e o calçadista, setores que se inseriram na dinâmica do fast fashion para conquistar novos mercados e resultados positivos”, afirma Ana Carolina.

A sustentabilidade, que sempre foi tendência em diversos setores, hoje se transformou em um ativo que também traz diferenciais para os pequenos negócios. Principalmente após a chegada da pandemia da Covid-19, a atuação das organizações em prol de um presente e um futuro sustentáveis se tornou uma das principais demandas dos consumidores. Ana conta que a estrutura de novas coleções a todo momento, porém, gera um impacto ambiental que começou a ser repensado.

“Diversos públicos hoje percebem e se preocupam com os efeitos de mudanças tão intensas na exploração de recursos não renováveis. Dentro desse cenário, podemos entender que a moda necessita desenvolver ações pautadas na redução de impactos, buscando criar novos produtos que possam, ao mesmo tempo, contribuir para a competitividade do cliente e garantir o melhor desempenho social, ambiental e econômico”, argumenta a professora.

Sendo assim quando falamos em consumir conscientemente, nos referimos a adquirir novos hábitos. Isso implica em pensar mais no que você está comprando e por qual motivo está comprando seja roupas, calcados ou afins. O objetivo é consumir menos e de maneira mais responsável. Ao fazer isso, você reduzirá o desperdício e ainda pode economiza dinheiro.

Segundo a design de moda Flávia Campos, de 37 anos, é possível ter estilo e andar elegante gastando pouco e mantendo a sustentabilidade.

“É totalmente viável manter a moda sem gastar muito. Todos nós temos roupas em perfeito estado que não usamos há um bom tempo. Manter a organização do roupeiro pode ser uma grande aliada ao consumo consciente, pois, quando organizamos as nossas roupas, conseguimos ter uma noção do que já possuímos. Fugir do consumo desenfreado de roupas possibilita ter um guarda-roupa compacto e otimizado”, afirma Flávia.

Além disso investir em peças duradouras e versáteis é uma ótima opção para consumir com cuidado e consciência. A professora Ana, afirma que outra dica valiosa, é adquirir peças de brechós e de marcas locais.

“Em Goiânia mesmo temos diversos brechós e bazares que acontecem durante todo o ano e com roupas de qualidade. Como o Brechó Solidário, que acontece na Estácio, Brechó das Amigas, Brechó Bagatela entre outros”, finaliza.

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