PCDF desarticula grupo suspeito de planejar atentados em Brasília durante eleições de 2026
Redação Online
Publicado em 4 de agosto de 2026 às 11:21 | Atualizado há 50 minutos
Operação mira suspeitos de discutir ataques durante eleições de 2026 | Foto: PCDF
A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou, nesta terça-feira (04/08), a Operação Rede Interrompida para cumprir medidas cautelares contra oito investigados suspeitos de integrar um grupo que discutia ações violentas em Brasília durante o período das eleições de 2026. Os alvos, com idades entre 19 e 31 anos, estavam em Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul.
As investigações começaram após um relatório técnico produzido pelo Ciberlab, vinculado à Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça. A análise das comunicações revelou referências frequentes à capital federal como destino de uma mobilização prevista para o período eleitoral.
Segundo a Polícia Civil, os investigados trocaram mensagens sobre possíveis invasões de edifícios públicos, definição de alvos, organização tática, recrutamento de participantes em diferentes estados e compartilhamento de mapas, plantas arquitetônicas e modelos tridimensionais de prédios localizados na região central de Brasília. As apurações também apontaram o envio de manuais para fabricação de artefatos explosivos.
As buscas tiveram como objetivo apreender celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos para preservar provas digitais e identificar possíveis conexões ainda desconhecidas. O material recolhido também servirá para esclarecer o nível de organização e o estágio das ações discutidas pelos investigados.
A investigação apurou, em tese, crimes como associação criminosa, incitação ao crime, apologia de crime ou criminoso e infrações previstas na legislação antirracismo. Até o momento, os fatos não receberam enquadramento na Lei de Terrorismo. A responsabilização individual dependerá da perícia dos equipamentos apreendidos e da conclusão das diligências, que seguem sob sigilo.
A operação ocorreu menos de dois anos após o atentado registrado na Praça dos Três Poderes, em novembro de 2024, quando Francisco Wanderley Luiz detonou explosivos nas proximidades do Supremo Tribunal Federal (STF) e morreu durante a ação. O episódio reforçou a preocupação das autoridades com ameaças à segurança das instituições públicas.