A capital dos incêndios
Redação DM
Publicado em 14 de fevereiro de 2017 às 12:09 | Atualizado há 9 anosA Caixa Econômica Federal e o Instituto Goiano de Pré-História e Antropologia (IGPA), da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC), deram trabalho para os bombeiros de Goiânia no início desta semana.
No domingo, a unidade do banco localizada na Avenida Goiás pegou fogo. A Polícia Civil, que investiga a origem do incêndio, ainda não tem uma suspeita efetiva se o ato foi acidental ou doloso, apesar de se cogitar a ocorrência de um curto na rede elétrica. Conforme o relatório da polícia, o incêndio começou por volta das 21h30 e destruiu a fachada do banco.
O Corpo de Bombeiros informa ao DM que foram utilizados 2,1 mil litros de água. As informações preliminares indicam que os principais danos são os móveis danificados e pouco da estrutura do prédio.
Em nota divulgada para a imprensa, a Caixa Econômica informa quem aguarda investigações: “A agência se encontra fechada, e somente após o levantamento dos danos causados no local é que a Caixa poderá estimar um prazo para a sua reabertura”.
Ontem, a Pontifícia Universidade Católica (PUC) enfrentou também um incêndio de média proporção.
A PUC Goiás informou, através de nota, que o incêndio ocorrido na manhã de segunda-feira, 13, foi detectado rapidamente. A unidade educacional disse ainda que teria ocorrido um “foco de incêndio no ar condicionado de uma das salas do Instituto Goiano de Pré-História e Antropologia (IGPA), na Área 2”.
De acordo com a PUC, o Corpo de Bombeiros atendeu rapidamente o chamado e controlou a situação sem uso de água, “com evacuação da fumaça para preservar o acervo fílmico do local”.
De acordo com a instituição, o acervo documental do IGPA está “íntegro e seguro, não tendo sido atingido pelo foco de incêndio”.
Também no domingo, em Campinas, um incêndio atingiu uma loja de autopeças. As primeiras labaredas foram identificadas às 2h20 e controladas rapidamente. O Corpo de Bombeiros informa que ninguém ficou ferido na ação.
TRT
Em 2015, um incêndio de grandes proporções destruiu o prédio em construção do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), localizado na Rua Orestes Ribeiro, antiga T-52, com avenida T-1, no setor Bueno.
Para cortar o fogo, foram utilizadas 17 viaturas, 51 bombeiros militares e 561 mil litros de água. As chamas destruíram um imenso patrimônio, além do trabalho envolvido na construção do prédio.
Incêndios de média proporção têm se transformado em uma constante na Capital, que tem consumido esforços e energias para manter seguras as edificações.
Em parte, os proprietários contribuem para os acidentes e incêndios ao não seguirem recomendações de segurança. Sugere-se que não se una todas as ligações elétricas em um único circuito, como diz o técnico em segurança André Gonçalves: “Muitos aparelhos em uma só tomada aumentam o risco de curto circuito. Outra preocupação são fios desencapados, que devem ser substituídos ou isolados devidamente”.
Outra dica diz respeito aos equipamentos: “Todos os extintores devem ser inspecionados frequentemente seguindo as normas ABNT, NBT, etc ”.