Adolescente de 14 anos é apreendido por abusar da irmã em Cachoeira Alta (GO)
Aline Drumond - Estágio DM
Publicado em 5 de fevereiro de 2026 às 16:29 | Atualizado há 4 meses
O crime foi descoberto quando a vítima encontrou as imagens no celular do irmão | Foto: Reprodução
Um menor de 14 anos está sob custódia do Estado após a Polícia Civil de Goiás confirmar a prática de atos infracionais gravíssimos contra a própria irmã, de 15 anos. O episódio, ocorrido no final de janeiro no município de Cachoeira Alta, envolveu não apenas o abuso sexual, mas também o registro das imagens e ameaças de morte contra o núcleo familiar.
As investigações, lideradas pela delegada Ana Francielle Batista, apontam que o jovem aproveitou o momento em que a vítima dormia para praticar os atos libidinosos. Além da agressão sexual, o infrator utilizou o próprio celular para filmar a ação. O conteúdo só foi descoberto dias depois, quando a vítima teve acesso ao aparelho do irmão.
O caso tomou proporções ainda mais drásticas quando o adolescente, na tentativa de silenciar a família, passou a proferir ameaças diretas de morte contra a irmã e a avó. “O objetivo era evitar que as imagens se tornassem públicas, demonstrando um comportamento intimidador”, explicou a autoridade policial.
Reincidência e Perfil Psicológico
Este não é o primeiro contato do adolescente com o sistema judiciário por condutas semelhantes. Em 2025, ele já havia sido alvo de uma investigação por ato análogo ao estupro de vulnerável contra um primo de apenas 2 anos. Na época, por não haver flagrante, ele respondeu em liberdade.
A frieza do menor durante o depoimento chamou a atenção dos investigadores. De acordo com a delegada responsável, “Ele demonstra um padrão de comportamento apático e agressivo, características que já haviam sido notadas no primeiro incidente infracional registrado no ano passado”.
Procedimentos Judiciais
Após ser localizado e detido, o jovem foi encaminhado para internação provisória. O processo segue os trâmites do Ministério Público de Goiás (MPGO) e ele poderá permanecer apreendido por até 45 dias, período em que a Justiça decidirá qual medida socioeducativa será aplicada de forma definitiva.
Por envolver menores de idade, o processo corre em segredo de justiça, respeitando as diretrizes de proteção estabelecidas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).