Advogado atira contra vizinho que reclamou de som alto em Taguatinga e é preso em flagrante
Redação Online
Publicado em 1 de setembro de 2026 às 22:13 | Atualizado há 52 minutos
Advogado atira contra vizinho que reclamou de som alto em Taguatinga e é preso em flagrante | Foto: Reprodução
Um advogado foi preso depois de atirar contra um vizinho quando ele foi até a sua casa pedindo que ele baixasse o volume do som de uma música, que estava alto. O caso aconteceu por volta das 23h da última quinta-feira (27/08), no Setor de Mansões de Taguatinga, no Distrito Federal. A vítima registrou um vídeo do momento em que foi até a casa do advogado e, ao fazer a solicitação, foi alvo de tiros.
No vídeo, a vítima toca o interfone da casa do advogado. Ao fundo, é possível ouvir a música “Only Time”, da cantora irlandesa Enya. Uma pessoa atende o interfone e o vizinho que está incomodado faz o pedido de forma educada. “Eu gostaria só de pedir, com muita tranquilidade, que abaixasse só um pouco o som, que está um pouco difícil de dormir”, disse. O advogado fica mudo. Em seguida, o volume continua alto. A vítima volta a tocar o interfone, momento em que ocorrem vários disparos, e ele sai correndo, desesperado. Ele não se feriu.
Segundo a Polícia Militar e a Polícia Civil do Distrito Federal, o advogado, que é servidor da Polícia Técnico-Científica de Goiás, foi preso em flagrante pelo crime de disparo de arma de fogo. Após a polícia ser chamada, equipes do 2º batalhão e do Batalhão da ROTAM foram até o endereço e, como ninguém atendeu à porta, os agentes entraram na casa e prenderam o advogado, que não apresentou resistência.
Segundo a PM, foi apreendida uma pistola calibre .380, com carregador e munições. Também houve a apreensão de munições intactas e deflagradas de calibres .380, .38, .32 e .357. O processo judicial referente ao caso está em segredo de justiça no sistema do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF).
Em nota, a Polícia Científica de Goiás informou que o servidor é da área administrativa e que a sua conduta será analisada pela corregedoria, que “adotará as medidas cabíveis no âmbito de suas atribuições, sem prejuízo da investigação criminal a ser conduzida pela polícia local”. A reportagem procurou a Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Distrito Federal, mas ainda não obteve retorno.