Cotidiano

Alunos do Pedro II são expulsos por divulgar cenas de sexo

Redação DM

Publicado em 6 de outubro de 2015 às 09:27 | Atualizado há 11 anos

RIO — O Colégio Pedro II não vai permitir a renovação de matrícula de três alunos da unidade de São Cristóvão que cometeram um ato infracional ao veicular “nas Redes Sociais, com ou sem autorização, imagens envolvendo vulnerável em sua intimidade e/ou privacidade”. De acordo com o jornal O Dia, os alunos divulgaram pelo WhatsApp um vídeo que mostra um deles praticando sexo com uma aluna.

Tanto o estudante que praticou o ato sexual, quanto o que filmou e um terceiro, que teria tido uma conduta agressiva com a jovem, não poderão continuar no colégio no próximo ano letivo. Os alunos se manterão matriculados no Campus São Cristóvão II até o final deste ano, para que a educação deles não seja prejudicada.

Na Portaria 3.531, que trata das expulsões, o reitor do Colégio Pedro II, Oscar Halac considera o caso uma grave agressão à aluna e ainda afirma que “será imputado aos pais à responsabilidade objetiva da educação de seus filhos” e que, por isso, encaminhará o caso à Vara da Infância da Juventude e do Idoso, solicitando providências cabíveis.

A relação sexual não ocorreu na escola, de acordo com informações obtidas pelo veículo. Mas, contraditoriamente, na portaria que comunica as expulsões, o reitor afirma que “a ocorrência de fatos graves e intoleráveis foram compartilhados com o reitor e ocorridos no Compus São Cristóvão IT” e que aplicará a punição “sempre que houver atos ilícitos praticados por alunos nas dependências do Pedro II”.

A reitoria do Colégio Pedro II se posicionou, através de uma nota pública, responsabilizando os pais e responsáveis dos alunos pela prática de atos intoleráveis.

“Existem valores e orientações que são da responsabilidade direta e objetiva da família transmitir ao estudante. A escola não pode se responsabilizar inteiramente por forjar esse caráter”, destacou Halac.

Ao jornal O GLOBO, a coordenação do tradicional colégio carioca afirmou que não vai comentar as especificidades do caso pois “o tema não permite, por motivos óbvios, a divulgação plena do fato”.

“Em proteção dos jovens, não divulgaremos detalhes”, disse Halac em um comunicado enviado por e-mail.

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