Cotidiano

Ataque do governo a mercado na Síria deixa mais de 40 mortos

Redação DM

Publicado em 30 de outubro de 2015 às 08:35 | Atualizado há 11 anos

BEIRUTE — Pelo menos 45 pessoas foram mortas e cerca de 100 ficaram feridas após forças do governo sírio lançarem mísseis contra um mercado em uma cidade próxima a Damasco, informou nesta sexta-feira oficial da Defesa Civil síria. Um ativista local, citado pela rede al-Jazeera, disse que o subúrbio de Douma estava sob ataque pesado desde cedo. Para discutir a guerra no país, que já dura mais de quatro anos, representantes de mais de 20 países estão reunidos em Viena.

— Nós sofremos ataques a cada 10 minutos, ataques de foguetes e bombardeios. Eles bombardearam um mercado local, e pelo menos 45 pessoas foram mortas até agora. Esperamos que um número maior de vítimas — disse o ativista, acrescentando que o alvo foi intencional.

O mercado atingido está localizado na área central do subúrbio e recebe muitos agricultores e clientes todos os dias. A Defesa Civil síria postou uma foto em sua página no Facebook de cerca de uma dúzia de corpos ensanguentados deitados no chão, ressaltando que na área não há presença de grupos da oposição.

— Só há civis aqui — disse um oficial da Defesa, que não quis se identificar.

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos, grupo que monitora o conflito, informou que forças do governo dispararam 12 mísseis em Douma, a 15 quilômetros de Damasco.

Os ataques ocorrem no mesmo dia em que começa em Viena uma reunião internacional para discutir uma solução política à guerra civil síria com a participação de 17 países e de representantes da União Europeia (UE) e da ONU. O país que entra no centro dos debates, no entanto, não está representado, já que nem membros do governo de Bashar al-Assad nem da oposição estão presentes.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, John Por sua vez, o ministro de Relações Exteriores Frank-Walter Steinmeier declarou que a reunião internacional é um sinal de esperança para a Síria e a região já que países rivais como Irã e Arábia Saudita se juntariam a outras nações para discutir pela primeira vez.

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