Autodefesa na formação escolar
Redação DM
Publicado em 31 de outubro de 2015 às 00:13 | Atualizado há 1 anoA formação de estudantes em atletas, em especial do karatê é um dos objetivos educativo realizado pelo Colégio Estadual Dom Fernando I, bairro homônimo, em Goiânia. A arte é ensinada voluntariamente e conta com orientação do sensei Jorge Dias. Conforme Idalisa Brasil, diretora da unidade educacional, a modalidade esportiva tem influenciado no desenvolvimento emocional, mental e intelectual dos alunos. “Essa atividade além de melhorar comportamento da criança tornando-o mais sociável e amigo, ela ainda aprende noções de respeito e companheirismo”, afirma a gestora.
De acordo com sensei Dias, aqueles estudantes que vão se destacando durante as aulas de karatê são inscritos em campeonatos da modalidade. “Em setembro deste ano, oito alunos participaram do 14º Campeonato Brasileiro de karatê, no Rio de Janeiro, e trouxeram medalhas. Atualmente, temos alunos disputando o Campeonato Goiano de Karatê, que tem sua final no próximo dia 28 de novembro”, exalta.
Jorge Dias acrescenta que está entre dádivas da arte carateca, repassada aos alunos, a disciplina, boa conduta e respeito, ou seja, sempre “conter o espírito da agressão”, afirma. Ele destaca também ser fundamental ter notas exemplares para que estudantes recebam seus ensinamentos. “Essa cobrança é estritamente importante. Se tirou um seis será que dá para aumentar para sete ou oito, por exemplo, ou chegar a dez. Sempre é preciso se perguntar sobre essa capacidade, pois eles são capazes de muito mais”, acredita.
NÃO AS DROGAS
Contudo, o karatê ainda auxilia no tratamento de crianças hiperativas, inquietas, agressivas e com falta de limite, garante sensei Dias. Além disso, ele ressalta que este trabalho voluntário, que é desenvolvido em outras 14 escolas de Goiânia, é uma forma de reintegração de jovens a sociedade, “de resgate de valores e de colocá-los longe do mundo das drogas”, afirma.
Daí vem relevância de unir educação escolar e esporte. Juntos eles têm capacidade de integrar crianças e adolescentes das comunidades na sociedade, transformar suas vidas e ideais. “O esporte de maneira geral, aliado a educação, muda realidades, autoestima e reduz preconceitos estereotipados. Um real investido nessa combinação é uma economia dez reais na saúde ou na segurança pública. Por isso, acredito nesse projeto, inclusive aliado aos cursos profissionalizantes”, reconhece.
RECONHECIMENTO
Para diretora do Colégio Dom Fernando, Idalisa Brasil, apesar de a unidade oferecer outras atividades educacionais, o karatê provocou transformações significativas dentro e fora da sala de aula. “As mudanças são visíveis, principalmente, no trato respeitoso dos alunos em relação aos professores, colegas, funcionários e ao prédio escolar. Hoje temos uma escola, com 800 estudantes, a partir dos 10 anos de idade, divididos em três turnos, que não é pinchada, quebrada, mas valorizada pelos alunos”, afirma gestora.

