Cotidiano

Banho na educação

Redação DM

Publicado em 20 de novembro de 2015 às 01:11 | Atualizado há 1 ano

Professores, estudantes e pais protestaram ao final da tarde de ontem, por volta das 18h, em frente ao Palácio Pedro Ludovico Teixeira, em Goiânia, contra o que dizem ser a precarização do ensino no Estado. A comunidade escolar é contrária às mudanças que serão introduzidas nas unidades escolares a partir do ano que vem, em decorrência da proposta de implantação de Organizações Sociais (OSs) para administrar o ensino estadual em Goiás.

O evento foi organizado pela rede social Facebook, que tinha 6,6 mil pessoas convidadas, mas apenas 400 confirmaram presença. A polícia estima 80 participantes na ação de protesto. Um carro de som servia de alto falante para as reivindicações contra modelo de gestão por OSs na área da educação. Durante a caminhada diversos cartazes e faixas foram levantados com dizeres, por exemplo, “fora OSs! Abaixo a militarização”.

O protesto teve início, às 16h30, com concentração na Praça do Bandeirante, no Centro da Capital, e seguia pacífico subindo Avenida Goiás, até os cerca de 150 manisfestantes, número por eles estimado, chegarem à Praça Cívica, onde fica o prédio do governo. Eles pediam a presença da secretária estadual de educação Raquel Teixeira, que não compareceu ao ato, para entregar suas reivindicações.

No local, um pequeno contingente de policiais militares e bombeiros, aguardavam a chegada dos manifestantes.

Estopim

Logo depois da chegada os manifestantes atearam fogo em pneus, porém, ação rápida dos bombeiros deu fim às chamas. Foram utilizados quatro extintores de incêndios. Insatisfeitos com a intervenção do corpo de bombeiros, manifestantes montaram uma barreira humana em volta dos pneus e voltaram atear fogo. De acordo com o grupo, o fogo era simbólico e não tinha intenção de incendiar o local ou acidentar alguém. “Fomos para rua lutar pelo direito à uma educação pública de qualidade, acessível e contra terceirização e militarização do ensino”, bradou o estudante Mario Sérgio Cavalcanti, 24 anos.

No entanto, após insistência dos manifestante em levantar chamas, o corpo de bombeiros recorreu à mangueira de incêndio para conter o fogo, mas esse mesmo jato de água molhou a comunidade escolar. Em defesa da causa, manifestantes permaneceram unidos durante tentativa dos militares em dispersar a multidão. O momento de mais tensão ocorreu quando, em meio ao movimento, a Polícia Militar tentou liberar passagem para o fluxo de veículos que se formava nos dois anéis da Praça Cívica. Neste momento, começou a confusão.

A partir deste momento houve empurra-empurra, gritos e descontrole emocional de ambos lados. Um policial do palácio do governo chegou a ficar machucado no rosto. Do outro lado, uma estudante reclamava de ter sofrido agressão por parte dos militares. Somente após muita confusão e do famoso “deixa disso” surgiu à paz. Aos poucos a multidão foi dispersando e a comunidade escolar chegou ao entendimento que o protesto deveria continuar, na próxima terça-feira (24). Na ocasião, ocorre a discussão da Base Nacional Comum, com todas as escolas, organizada por região.

Veja mais fotos da manifestação:

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