Batista Custódio, a voz que marcou o jornalismo goiano faria 91 anos nesta quinta (9)
Léo Carvalho
Publicado em 9 de abril de 2026 às 14:57 | Atualizado há 3 meses
Jornalista Batista Custódio em registro nos jardins da antiga sede do Jornal Diário da Manhã | Foto: Taquinho Filmes
Neste 9 de abril de 2026, a data marca os 91 anos de nascimento de Batista Custódio dos Santos, fundador e editor-geral do Jornal Diário da Manhã, um dos nomes mais influentes da história do jornalismo brasileiro, especialmente no Centro-Oeste. Natural de Caiapônia, no interior de Goiás, ele construiu uma trajetória que ultrapassou os limites da imprensa regional e alcançou o cenário político nacional.
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Batista Custódio iniciou sua carreira ainda jovem e rapidamente se destacou pela postura firme e pelo posicionamento crítico diante dos acontecimentos políticos. Foi fundador do semanário Cinco de Março, publicação que já demonstrava o tom combativo que marcaria toda a sua atuação profissional. Posteriormente, consolidou o Diário da Manhã como um dos principais veículos de comunicação da região, com forte presença no debate público.
Ao longo de mais de 60 anos de atividade, sua atuação foi caracterizada pela defesa constante da liberdade de imprensa e pela crítica direta a governos e estruturas de poder, independentemente de alinhamentos políticos. Sua escrita, reconhecida pelo estilo contundente, o transformou em uma das vozes mais respeitadas e também mais temidas no meio político.
Batista Custódio manteve interlocução com diversas lideranças nacionais ao longo de diferentes períodos da história brasileira. Sua proximidade com figuras centrais da política não o afastou do papel crítico. Pelo contrário, reforçou sua atuação como observador ativo dos processos decisórios que marcaram o país nas últimas décadas.

A presença constante nos debates sobre democracia, governabilidade e desenvolvimento nacional fez com que sua atuação ultrapassasse o campo do jornalismo tradicional. Ele participou diretamente da construção de narrativas políticas e contribuiu para a formação da opinião pública em momentos decisivos da história recente.
Sua trajetória também se confunde com a evolução da própria imprensa goiana. Ao estruturar e expandir o Diário da Manhã, Batista Custódio ajudou a consolidar um espaço de debate qualificado fora do eixo Rio-São Paulo, ampliando a relevância do Centro-Oeste no cenário midiático nacional.
Mesmo após sua morte, aos 88 anos, seu legado permanece presente na prática jornalística e na memória política do país. A marca deixada por sua atuação continua sendo referência para profissionais da comunicação e estudiosos da relação entre imprensa e poder.
Neste aniversário simbólico, a lembrança de Batista Custódio reforça o papel histórico do jornalismo como instrumento de fiscalização, análise e registro dos acontecimentos que moldam a sociedade brasileira.
