Britânico identificado em vídeo do EI seria londrino pai de quatro filhos
Redação DM
Publicado em 5 de janeiro de 2016 às 09:45 | Atualizado há 11 anosLONDRES — O homem que aparece em um vídeo recente do Estado Islâmico comandando a execução de cinco reféns acusados de serem espiões do Reino Unido foi supostamente identificado pelos serviços de Inteligência como o britânico Siddhartha Dhar, informou a BBC nesta terça-feira. Segundo uma fonte oficial, que pediu anonimato, algumas pessoas acreditam que seja ele.
Pai de quatro filho e do bairro londrino de Walthamstow, Dhar fugiu para a Síria em 2014, quando estava em liberdade condicional por suspeita de pertencer a um grupo proibido e de encorajar o terrorismo. Ele era hindu até se converter ao islã. Segundo relatos, ele também era dono de uma empresa de alugar brinquedos infláveis.
Também é conhecido como Abu Rumaysah, o jihadista é um dos militantes islâmicos mais conhecidos do Reino Unido e tem relação com Anjem Choudary, o mais famoso pregador islamista britânico, que deve ser julgado na próxima semana pela acusação de ofensas terroristas. Dhar com frequência falava com a mídia em defesa de causas islamistas radicais.
A irmã dele, Konika, disse à mídia britânica que o homem no vídeo soava exatamente como seu irmão, reiterando a opinião de outras pessoas que o conheciam bem. No entanto, nem ela, nem os especialistas de segurança confirmaram que se trata mesmo de Dhar
No vídeo de dez minutos, que não pôde ser verificado de forma independente, ele aparece mascarado junto com um menino e fazendo ameaças de ataque ao Reino Unido e chamando Cameron de “imbecil”. Os cinco homens executados são mostrados “confessando” terem filmado e fotografado lugares em troca de pagamento em Raqqa, capital do declarado califado do Estado Islâmico na Síria.
O filme termina com a criança vestida com roupas militares afirmando, também em inglês: “Vamos matar os infiéis lá”. O menino foi identificado por seu avô londrino como o filho de uma britânica que viajou para a Síria em 2012.
O Reino Unido condenou as imagens e classificou a gravação como uma propaganda. Em novembro, os Estados Unidos anunciaram ter matado em um bombardeio na Sírio outro jihadista britânico famoso por decapitar reféns nos vídeos do grupo extremista, Mohammed Emzawi, também conhecido como Jihadi John.