Buscas continuam por mulher levada por cabeça d’água no Córrego Botafogo, em Goiânia
Aline Drumond - Estágio DM
Publicado em 17 de março de 2026 às 14:31 | Atualizado há 3 meses
Equipes utilizam embarcações e realizam varreduras em área onde mulher foi vista pela última vez | Foto: Divulgação/ Corpo de Bombeiros
As buscas pela mulher desaparecida após ser arrastada por uma cabeça d’água no Córrego Botafogo, em Goiânia, continuam nesta terça-feira (17). A operação, conduzida pelo Corpo de Bombeiros, mobiliza equipes desde as primeiras horas do dia e se estende por diferentes pontos do curso d’água.
Durante a manhã, os militares concentraram os trabalhos na região próxima ao local onde a vítima foi vista pela última vez, nas imediações da Avenida Goiás Norte. Em seguida, as equipes avançaram para áreas mais abaixo, alcançando o setor Goiânia 2, na tentativa de localizar a mulher ao longo do trajeto percorrido pela correnteza.
Mulher foi arrastada por cabeça d’água
Segundo informações repassadas pelos bombeiros, a vítima, inicialmente identificada como Jane Keli, estava com o marido tomando banho no córrego quando houve um aumento repentino no volume da água. O fenômeno, conhecido como cabeça d’água, surpreendeu o casal e arrastou a mulher com força.
O homem foi encontrado pelos socorristas sob uma ponte que dá acesso ao setor Crimeia Leste. Ele apresentava luxação em um dos ombros e foi encaminhado para atendimento médico no Cais Vila Nova. Apesar da tentativa de resgate no momento do ocorrido, ele não conseguiu impedir que a companheira fosse levada pela enxurrada.
Buscas seguem com apoio de equipes especializadas
As buscas tiveram início ainda na noite de segunda-feira (16), com a atuação de pelo menos 15 bombeiros. Uma equipe náutica foi empregada com o uso de embarcação, enquanto drones com câmera térmica auxiliaram na varredura da área, ampliando o alcance das buscas mesmo em condições de baixa visibilidade.
Na manhã desta terça-feira (17), mergulhadores passaram a atuar diretamente na água, realizando buscas submersas ao longo de pelo menos sete quilômetros, incluindo trechos do Córrego Anicuns e do Rio Meia Ponte. De acordo com o comandante da operação, major Guilherme Antônio Lisita, o trabalho exige atenção redobrada devido à extensão da área e à força da correnteza.
Com o avanço do dia, a operação ganhou reforço aéreo, com o emprego de um helicóptero do Corpo de Bombeiros. As equipes seguem atuando tanto na superfície quanto no fundo dos rios, utilizando equipamentos específicos para ampliar as chances de localização.
O tenente Thyago Fróes destacou os riscos associados às cabeças d’água, especialmente durante o período chuvoso. Segundo ele, o aumento súbito do nível da água pode ocorrer mesmo em locais onde não há chuva naquele momento, o que torna a situação ainda mais perigosa para quem frequenta córregos e rios.
Ao todo, cerca de 20 militares participam da operação, que segue sem previsão de encerramento. Até o momento, a mulher não foi localizada.
Confira imagens das buscas com câmera térmica: