Cotidiano

Chico Buarque se envolve em discussão política em rua do Rio

Redação DM

Publicado em 22 de dezembro de 2015 às 04:35 | Atualizado há 11 anos

RIO — O cantor Chico Buarque se envolveu em discussão política acalorada em frente a um restaurante no bairro do Leblon, Zona Sul do Rio de Janeiro. O músico, que encabeçado , foi abordado, na noite de segunda-feira, por um grupo que acusou o PT de ser “bandido”. Ele respondeu à provocação dizendo que, em sua opinião, o “PSDB é bandido”, e o debate continuou. Em um vídeo divulgado nesta terça-feira no site Glamurama, de Joyce Pascowitch, Chico Buarque aparece com o cineasta Cacá Diegues e outros amigos na esquina das ruas Dias Ferreira e Rainha Guilhermina.

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Apesar das palavras duras de ambas as partes, o vídeo mostra um Chico Buarque sorridente que, ao final, aperta a mão de seu opositor, o rapper Túlio Dek. Um dos companheiros de Dek, que se identifica como Guilherme Mota, ainda tenta provocar o compositor de MPB, dizendo que “para que mora em Paris é fácil”. Chico Buarque, aparentemente sem entender o comentário, pergunta se o rapaz mora na capital francesa, e ele responde que o cantor mora lá. Rindo, Chico pergunta se ele é leitor da revista “Veja”.

Em outro momento, o mesmo Guilherme Mota aparece discutindo em tons menos civilizados com outro integrante do grupo de Chico, ofendendo militantes do PT.

— Quem apoia o PT o que é? — pergunta, exaltado.

— É um petista — responde seu interlocutor.

— É um merda — rebate o rapaz.

Chico Buarque, que se exilou na Europa durante a ditadura militar, nunca procurou esconder suas convicções políticas. Ele inclusive gravou um vídeo de apoio à reeleição de Dilma Rousseff, exibido pela campanha da presidente. .

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Composta por Dani Black antes de sua participação na Virada Ocupação, evento de apoio à causa dos estudantes, a canção rapidamente se tornou viral. Além de Chico, 17 outros artistas participaram da gravação, entoando o refrão “Ninguém tira o trono do estudar/ ninguém é dono do que a vida dá/ e nem me colocando numa jaula/ porque sala de aula/ essa jaula vai virar”.

A reportagem tentou entrar em contato com os dois músicos, mas não obteve resposta até o momento.

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