Combate à pesca predatória
Redação DM
Publicado em 16 de agosto de 2016 às 02:22 | Atualizado há 10 anosA Polícia Militar, por meio do Batalhão Ambiental, apreendeu na última semana cerca de 120 redes de pesca irregulares em sete municípios do Estado. Durante as ações, seis armas foram recolhidas, além de várias munições e mais de 10 quilos de pescados, incluindo espécies protegidas por lei.
O trabalho tem como objetivo a diminuição da pesca predatória nos rios em Goiás, como as realizadas com redes em períodos proibidos ou de reprodução, além de animais considerados em risco de extinção.
Os militares visitaram propriedades rurais e realizaram abordagens a veículos e embarcações na região do rio Verdinho, em Caçu e Itarumã; rio dos Bois, em Inaciolândia; rio Paranaíba, em Cachoeira Dourada; rio São Marcos, em Campo Alegre, Ipameri e Catalão. As ações também aconteceram em São João da Aliança, no Nordeste do Estado, banhado pelo rio das Brancas, também chamado Capetinga, e no Tocantinzinho.
Em Caçu e Itarumã, região Sudeste, a Rperação do rio Verdinho durou três dias e os militares apreenderam 10 quilos de pescados, incluindo espécies protegidas por lei, como o tucunaré, pacu e corvina. Foram recolhidas uma espingarda alterada, munições intactas e deflagradas, cinco pindas, objeto utilizado de forma irregular para pesca, e 15 redes. A PM também realizou trabalho em seis propriedades rurais. Quatro foram detidos, sendo dois em flagrante pelo porte de armas.
Já o Policiamento Ambiental de Caldas Novas apreendeu 25 redes de pesca e vistoriou cinco propriedades rurais, abordando cerca de 150 pessoas, veículos e embarcações nos rios dos Bois, Paranaíba e São Marcos. Em São João D’ Aliança, cinco espingardas e 160 munições foram apreendidas, além de 80 redes de pesca e tarrafas.
Para o comandante do 1º Batalhão Ambiental da Polícia Militar, tenente-coronel Wesley Portela, “é preciso garantir a preservação do meio ambiente por meio das fiscalizações, para que não tenhamos grandes problemas como hoje, a exemplo da falta de água nos tempos de seca”, diz.
Em Goiás, desde 2013, uma instrução normativa chamada de “Cota Zero” proíbe o transporte irregular de pescados. O objetivo é preservar a fauna aquática nos rios e lagos do Estado. A lei prevê penalização para os que são flagrados transportando pescados de qualquer espécie provenientes da pesca esportiva, amadora e subaquática nas bacias hidrográficas goianas.
O comandante esclarece que, em Goiás, também é proibida a pesca profissional. Para o transporte de pescado, o cidadão precisa ter uma declaração de origem, ou seja, peixes adquiridos da piscicultura ou de outros Estados.
O tenente-coronel Portela garante que o trabalho continuará intenso em todo o Estado. “Vamos continuar fazendo levantamentos para desencadear outras operações”, finalizou, ressaltando que a Região Nordeste de Goiás detém grande parte do bioma Cerrado.
Extração de minério
Na última sexta-feira (11), a Polícia Militar, por meio do Batalhão Ambiental, apreendeu 12 dragas de extração de ouro e fechou um garimpo clandestino na região dos municípios de Barro Alto, Santa Rita do Novo Destino, São Luiz do Norte e Uruaçu.
Além desses equipamentos, foram apreendidos dois caminhões caçamba e uma retroescavadeira que realizavam escavações e transporte do minério. “O garimpo irregular estava degradando uma área de nascente com cerca de 10 mil metros quadrados”, detalhou Wesley Portela. No local não havia licenciamento. “Não se pode utilizar metais pesados para separação do minério, como, por exemplo, mercúrio”, disse.