Congresso suspende por 30 minutos sessão que analisa vetos
Redação DM
Publicado em 5 de outubro de 2015 às 22:40 | Atualizado há 11 anosBRASÍLIA – Por falta de de quorum para iniciar as votações, o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), suspendeu a sessão desta terça-feira, do Congresso, por 30 minutos, O problema é a ausência dos deputados. Havia apenas 162 deputados no Plenário, quando são necessários pelo menos 257 para iniciar as votações. Já no Senado, conseguiu quórum: 54 senadores registraram presença. São precisos 41 deles para iniciar as votações. Renan Calheiros abriu a sessão às 12h29 para analisar vetos da presidente Dilma Rousseff, entre eles o que garante reajustes entre 53% e 78,5% aos servidores do Judiciário, com impacto estimado de 36,2 bilhões em cinco anos.
Desde a noite de segunda-feira, havia relatos de que os deputados não compareceriam. A pauta contém oito vetos a serem votados. E todas as votações começarão pela Câmara. Apesar de a sessão do Congresso ser conjunta, as votações são registradas separadamente, por Casa. O governo trabalha para encerrar a votação ainda no dia de hoje, mantendo os vetos de Dilma. A oposição tenta derrubar a sessão, para desgastar o governo.
Assim que Renan abriu a sessão, o líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho (PE) questionou regimentalmente a abertura da sessão, sustentando que não havia número suficiente de deputados: apenas 85 deputados tinham registrado presença, quando são exigidos pelo menos 86 para a abertura.
— Esse governo não tem nem uma semana que fez a reforma administrativa, deu ministérios, mas não consegue sequer colocar quórum nas votações — criticou Mendonça Filho.
Renan reagiu, afirmando que havia quórum suficiente para abrir a sessão no minuto em que ele anunciou.
— Nós atingimos o quórum exatamente dentro do minuto. Na hora do início da sessão tínhamos um sexto em plenário — disse Renan.
Além do veto do Judiciário, também está na pauta de votações o veto que estende a aposentados e pensionistas do INSS o reajuste do salário mínimo, que segundo o governo provocaria um impacto de R$ 11 bilhões até 2019.