Contra aumento de tarifa, grupo organiza atos nas capitais
Redação DM
Publicado em 6 de janeiro de 2016 às 04:25 | Atualizado há 11 anosSÃO PAULO – O Movimento Passe Livre (MPL) organizará, nesta sexta-feira, os primeiros atos contra o aumento das tarifas do transporte público em algumas das principais cidades do país. O grupo tem protestos agendados para esse dia em Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte. Além das capitais, o movimento também organizou protestos no interior, como Santo André e Campinas, na Grande São Paulo, e em Uberlândia e Joinville. O MPL liderou os primeiros atos de junho de 2013, que levaram aos maiores protestos daquele ano, quando o aumento acabou revogado
No Rio de Janeiro, o novo preço da passagem de ônibus entrou em vigor no último sábado, e foi de R$ 3,40 para R$ 3,80, mesmo preço de São Paulo, onde só entrará em vigor no domingo. Na capital mineira, o bilhete subiu a partir do último domingo, para R$ 3,70. Apenas em São Paulo o aumento, de 8,6%, foi menor do que a inflação. Nos últimos 12 meses, de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor (IPCA), a inflação alcançou 10,48%. No Rio de Janeiro, a tarifa aumentou 11,7% e em Belo Horizonte, 8,82%, mas pela segunda vez em menos de seis meses – em outubro, foi de R$ 3,10 a R$ 3,40.
A divulgação está sendo realizada pelo Facebook e por panfletagem nas cidades. Na rede social, o evento com mais usuários confirmados é o de São Paulo, com mais de 14 mil. No Rio de Janeiro, 6 mil afirmam que irão e, em Belo Horizonte, o número é de 3,4 mil. A militante do MPL, Luíze Tavares, no entanto, admite que esse número não serve de parâmetro para o grupo, que espera o apoio de outros coletivos ligados aos movimentos sociais, inclusive os estudantes secundaristas que ocuparam escolas estaduais de São Paulo contra a política de reorganização escolar do estado. O Comando de Escolas em Luta divulgou uma nota de apoio ao ato em sua página no Facebook, onde também divulga o evento.
Assim como nos protestos após o aumento da tarifa em 2014, o MPL deve incentivar a descentralização.
– Não é o Movimento Passe Livre que vai puxar as intervenções que podem acontecer. Queremos atos que sejam descentralizados de forma espacial, pela cidade, e na forma, com outros movimentos apoiadores – diz.
O MPL já possui uma proposta de data e uma proposta de calendário para os próximos atos, que ainda não são públicos, assim como o trajeto dos protestos que ocorrerão nesta sexta-feira e só serão definidos no momento. A concentração, em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte será, respectivamente, no Teatro Municipal, na Cinelândia, e na Praça 7.
*estagiário com supervisão de Flávio Freire