Corpo de fazendeiro é localizado carbonizado após desaparecimento em Caturaí
Redação Online
Publicado em 9 de agosto de 2026 às 13:43 | Atualizado há 1 hora
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O corpo do fazendeiro Cleuber Parreira da Silva, de 66 anos, foi encontrado carbonizado dentro da própria caminhonete, em uma área rural de Caturaí, na Região Metropolitana de Goiânia.
Cleuber havia saído de Goiânia na terça-feira (04/08) com destino ao sítio onde mantinha atividades rurais. A família perdeu contato com ele, e o corpo foi localizado na tarde do dia seguinte.
André de Oliveira Souza, de 34 anos, que trabalhava como caseiro em uma propriedade vizinha, foi preso sob suspeita de participação no homicídio. O veículo dele foi identificado nas proximidades do local onde Cleuber foi encontrado. A Justiça, porém, determinou que André responda ao processo em liberdade, com uso de tornozeleira eletrônica.
Durante a audiência de custódia, o juiz Demétrio Mendes Ornelas Júnior apontou a existência de elementos que indicaram a materialidade do crime e possíveis indícios de autoria contra André.
O magistrado, contudo, considerou ilegal a prisão, pois o flagrante ocorreu fora do prazo previsto pela legislação. Segundo a decisão, também não foram localizados com o suspeito objetos, armas, instrumentos ou documentos que estabelecessem ligação direta com o homicídio.
O advogado Leonardo Kennedy afirmou que André não corresponde às características atribuídas ao homem visto dentro de um veículo nas proximidades de uma chácara. Segundo a defesa, a testemunha descreveu um homem de pele morena, rosto fino, boné preto, camisa preta, calça jeans e dois brincos.
O advogado declarou que André é preto, possui rosto arredondado, não usa brincos e não tem as orelhas furadas. A defesa também sustentou que o veículo de André poderia ter sido emprestado a outra pessoa, prática que, segundo o advogado, ocorre entre moradores de propriedades rurais da região.
A defesa alegou ainda que André estava em outro local, no exercício de suas atividades profissionais, quando a testemunha teria avistado o homem dentro do carro.
O advogado afirmou que a investigação apontou o cliente de forma precipitada e que as diligências ainda devem esclarecer quem foi responsável pelo assassinato.