Cunha deixa Câmara para encontro com Lewandoski
Redação DM
Publicado em 23 de dezembro de 2015 às 00:15 | Atualizado há 11 anosBRASÍLIA — O presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), esteve na Câmara pela manhã e saiu há pouco para o encontro com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski. O encontro foi pedido por Cunha para discutir o rito do processo de impeachment.
Perguntado sobre a expectativa a respeito do encontro, Cunha respondeu que era apenas um encontro e que não havia expectativas. Ele estava sozinho e disse não saber se algum paramentar o acompanharia no Supremo.
— Não sei nem quem restou em Brasília — disse Cunha.
O Congresso está de recesso a partir desta quarta-feira.
Ontem em reunião com líderes, , e que a Corte julgue os embargos com a mesma rapidez com que julgou a ação que pedia a definição sobre o rito do impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Cunha também afirmou que tem duas questões a esclarecer no STF. A primeira é o que acontecerá se a comissão for rejeitada pelo plenário da Câmara, e a segunda é a maneira como essa comissão será eleita. Ele voltou a negar que haja qualquer motivação política nos seus atos.
A DECISÃO DO SUPREMO
Na última quinta-feira, ministros do Supremo Tribunal Federal derrubaram o rito adotado pelo presidente da Câmara no processo que pode afastar a presidente Dilma. Foram sete votos contra a participação de uma chapa avulsa e cinco contra a eleição secreta. O plenário do STF também decidiu, com oito votos, que caberá à Câmara autorizar a abertura do processo, mas quem decide sobre a instauração do impeachment é o Senado, com maioria simples na votação. Somente, então, caso o Senado decida abrir o processo, a presidente Dilma Rousseff será afastada. Os ministros entraram em consenso sobre a questão da defesa prévia. Foram 11 votos contra o argumento de que Dilma deveria apresentar defesa antes mesmo da admissibildiade do processo.