Cunha se irrita com pergunta sobre contas na Suíça
Redação DM
Publicado em 9 de outubro de 2015 às 06:03 | Atualizado há 11 anosRIO — O presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), voltou a se recusar a comentar a existência de contas na Suíça. Nesta sexta-feira, ele demonstrou irritação ao ser questionado sobre contas na Suíça atribuídas a ele e a seus familiares durante o 5° Congresso Fluminense de Municípios, da Associação dos Municípios do Estado do Rio de Janeiro (AEMERJ). O evento foi realizado na parte da tarde, antes da divulgação do na Inglaterra, na Espanha e nos Estados Unidos, entre outros países.
— Você tem outro assunto para tratar comigo ou só isso? — disse, irritado, sem responder aos questionamentos.
Perguntado se avaliava que sua situação estava se complicando, o peemedebista disparou:
— Não acho nada. Mais algum outro tema?
Quando deixou o evento, um eleitor gritou:
— Fale das contas na Suíça.
Cunha, porém, continuou andando como se nada tivesse acontecido.
‘MANDATO ANTERIOR NÃO CONTAMINA O ATUAL’
Ao comentar a rejeição das contas da presidente Dilma Rousseff no Tribunal de Contas da União (TCU), o presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) disse nesta sexta-feira que, em seu entendimento, fatos anteriores a este mandato não podem afetá-lo. Dilma começou um novo mandato este ano, e as contas reprovadas são de 2014. O peemedebista advertiu que isso ainda é fruto de um debate jurídico.
— O meu entendimento é que o mandato anterior não contamina o atual. O que há é uma discussão que está sendo posta. Uns entendem que é continuada em função da lei 1.079, que trata dos crimes de responsabilidade. Ela (a lei) foi feita antes do advento da reeleição. Então, é uma discussão jurídica. Como o advento da reeleição foi posterior, poderia considerar que o mandato é continuado. Há argumentos para os dois lados. O direito é assim.
Cunha disse que, por conta do rito do parecer do TCU em relação às contas no Congresso e das votações pendentes da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e da própria Lei Orçamentária do próximo ano, as contas de Dilma de 2014 só devem ser analisadas em 2016.
Sobre os pedidos de impeachment, o presidente da Câmara disse que espera despachar, até a próxima terça-feira, sete deles. Outros dois chegaram recentemente, mas esses, segundo Cunha, não serão analisados agora por conta do prazo para que o governo se manifeste sobre eles.