Dilma fecha cota do PMDB com sete ministérios
Redação DM
Publicado em 1 de outubro de 2015 às 04:40 | Atualizado há 11 anosBRASÍLIA – A presidente Dilma Rousseff fechou nesta quinta-feira os ministérios reservados ao PMDB na reforma administrativa que será anunciada amanhã. O ministro Eliseu Padilha continuará na Aviação Civil, Kátia Abreu, na Agricultura, Henrique Alves, no Turismo, e Eduardo Braga se mantém no Ministério de Minas e Energia. Hélder Barbalho, atual ministro da Peca, vai para Portos. Os dois ministérios que caberão à bancada do PMDB na Câmara serão Saúde, conforme já anunciado e que deverá ser ocupado por Marcelo Castro, e Ciência e Tecnologia que deverá ficar com o deputado do Rio Celso Pansera.
No fim da tarde de hoje, Dilma chamou ao seu gabinete no o ministro Eliseu Padilha para fazer um último apelo para que ele aceitasse ser transferido para a Ciência e Tecnologia, liberando sua atual pasta para a bancada do PMDB na Câmara. Padilha não aceitou a oferta, e Dilma definiu então mantê-lo onde está.
Durante a tarde, Dilma conversou com o vice Michel Temer. A presidente disse que faria a proposta a Padilha e que se não prosperasse, pediria, então, ao líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani, o nome de um deputado para a Ciência e Tecnologia.
Após receber Padilha, a presidente se reuniu com Picciani, que foi ao Planalto acompanhado dos deputados Celso Pansera (PMDB-RJ) e Marcelo Castro (PMDB-PI).
O anúncio da reforma ministerial está marcado para esta sexta-feira às 10h30, no Palácio do Planalto. A própria presidente fará o anúncio com todos os ministros envolvidos presentes.
LÍDERES DISCUTEM POR MINISTÉRIO
Mais cedo, Picciani e o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE), . Eunício disse nesta quinta-feira que a pasta dos Portos foi oferecida pela presidente ao atual ministro da Pesca, Helder Barbalho desde a semana passada. Em resposta, Picciani (RJ) afirmou que a presidente prometeu à bancada de deputados os ministérios da Saúde e de Portos. Picciani disse que as divergências são uma tentativa de “tumultuar” a reforma ministerial.
Além das divergências internas do PMDB, Dilma que reunirá as atuais secretarias das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos. As deputadas Benedita da Silva (RJ) e Moema Gramacho (BA) estão em campanha para assumir o comando da nova pasta.