Cotidiano

Dormir de lado faz bem para o cérebro e evita mal de Alzheimer

Redação DM

Publicado em 26 de agosto de 2015 às 01:08 | Atualizado há 11 anos

As horas de sono e a posição em que dormimos pode influenciar o funcionamento do nosso cérebro e até explicar o surgimento de alguns tipos de doenças graves. Uma pesquisa conjunta das universidades de Stony Brook e Rochester, nos Estados Unidos, começa a indicar a relação entre o sono e a predisposição a doenças neurológica, como o mal de Alzheimer e o Parkinson.

Durante o dia, o cérebro produz resíduos metabólicos, como os amiloides e proteínas Taus – Ambos relacionados ao Alzheimer. Essas substâncias podem comprometer o funcionamento da mente. Durante o sono, um mecanismo semelhante ao sistema linfático, batizado de “sistema glinfático”, limpa o cérebro desses resíduos. A pesquisa estadunidense demonstrou que dormir bem e na posição de lado favorece o funcionamento desse “sistema glinfático”.

Helene Benveniste, professora na Stony Brook, foi responsável pela primeira parte da pesquisa, em que foram realizadas ressonância magnéticas de contraste dinâmico em ratos. Ela explica que ainda é preciso fazer o mesmo procedimento com humanos.

 

MICROSCOPIA FLUORESCENTE

Uma segunda etapa foi liderada pela pesquisadora Maiken Nedergaard, de Rochester. Ela realizou microscopia fluorescente e marcadores radioativos nas ressonâncias dos animais e pôde validar os dados do material.

As pesquisadoras explicam que a maioria dos animais já dormem na posição de lado. Elas dizem acreditar que isso é uma forma de adaptação para limpar o cérebro dos resíduos metabólicos.

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