Cotidiano

Edinho Silva defende pacificação política no Brasil

Redação DM

Publicado em 6 de outubro de 2015 às 22:22 | Atualizado há 11 anos

BRASÍLIA – O ministro Edinho Silva, da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, defendeu, nesta quarta-feira, a pacificação política, ao comentar o que chamou de quadro de polarização e intolerância o país. Edinho, que foi tesoureiro da campanha de Dilma em 2014, afirmou que o governo está tranquilo em relação às investigações em curso pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

— A questão do impeachment é uma questão jurídica, que não pode ser política. Não temos nenhum fato jurídico que justifique isso. O que a presidente tem dito é sobre a importância e o respeito à democracia e ao resultado eleitoral. A presidente tem trabalhado muito para que haja um ambiente de estabilidade política. Um ambiente de pacificação política, para que o país possa voltar a crescer – enfatizou o ministro, após participar de um debate no 27º Congresso Brasileiro de Radiodifusão.

O ministro enfatizou que o Brasil é, tradicionalmente, um país pacífico, que sempre conviveu com divergências e diferenças. Segundo ele, em um momento como o atual, o papel das instituições é fundamental para manter a democracia.

— Se a sociedade, infelizmente, vive um ambiente de intolerância e polarização, as instituições brasileiras não têm esse direito. As instituições têm que garantir as regras para a estabilidade democrática — disse, sem citar nominalmente qualquer instituição.

Sobre a investigação da campanha, Edinho assegurou que, como tesoureiro, seguiu o tempo inteiro os princípios legais para suas ações, “dentro da legalidade e da ética”. A seu ver, esse processo é importante para dissipar dúvidas.

Mais cedo, durante sua apresentação no evento, Edinho defendeu uma reflexão por todos os segmentos da sociedade civil. Disse que não é apenas no Brasil onde a presidente vive forte queda de popularidade. Em outros países do mundo, incluindo os europeus, ocorre o mesmo.

— Se nós pegarmos as pesquisas de opinião publica de forma geral no Brasil, são raros os prefeitos, os governadores, com aprovação alta. Quem está ganhando as eleições na Europa são os não políticos, mas aqueles que negam a política. Alguns podem até festejar, mas no processo histórico é um sintoma muito perigoso, pois muitas vezes isso tende ao autoritarismo — disse o ministro, que defendeu a reforma do Estado.

Edinho afirmou estar preocupado com o reflexo da eleição polarizada de 2014. Esse ambiente de intolerância, ressaltou, tem contagiado as instituições.

— As instituições são feitas por leis, regras, balizamentos, história, mas também são preenchidas por seres humanos. Um dos grandes desafios do Brasil é que a gente possa sair desse processo na positiva, e não na negativa. Que as instituições saiam mais fortalecidas, que a gente não quebre jurisprudência e não abra mão do aparato legal.

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