Edinho Silva nega à PF ter pressionado dono da UTC
Redação DM
Publicado em 6 de outubro de 2015 às 08:25 | Atualizado há 11 anosBRASÍLIA – O ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Edinho Silva, prestou depoimento na segunda-feira em inquérito aberto pela Polícia Federal para investigar suposta irregularidades da campanha de Dilma Rousseff ano passado. O ministro negou que tenha pressionado, ou mesmo feito qualquer referência a contratos da Petrobras em conversas que teve com o empresário Ricardo Pessoa, dono da construtora UTC, quando era tesoureiro da campanha petista.
Edinho disse que não conhecia os diretores da Petrobras e não teria nenhuma influência sobre àquela área. O depoimento à delegada Fernanda da Costa Oliveira durou menos de uma hora.
O inquérito foi aberto a partir dos depoimentos da delação premiada de Ricardo Pessoa. O empresário disse que Edinho pediu contribuição para a campanha da presidente e teria mencionado contratos com a Petrobras. O que teria sido interpretado como uma pressão por parte do ex-tesoureiro da campanha petista.
No depoimento, Edinho confirmou que teve três reuniões com Pessoa: uma em Brasília, outra em São Paulo e a terceira no Rio. Na primeira conversa, Pessoa teria oferecido R$ 5 milhões. Na segunda, disse que não poderia contribuir naquele momento. Na última conversa na véspera do segundo turno das eleições presidenciais, Pessoa ofereceu R$ 2,5 milhões. Nesses encontros, Edinho disse que não fez referência a contratos da Petrobras.