Cotidiano

Em meio a crise, secretário de Saúde confirma que vai deixar o cargo

Redação DM

Publicado em 22 de dezembro de 2015 às 10:35 | Atualizado há 11 anos

RIO – Enquanto a Saúde do estado enfrenta uma de suas piores crises, o secretário Felipe Peixoto confirmou que vai deixar a pasta até o fim do ano – ou seja, até a próxima semana. Ele pretende disputar o cargo de prefeito de Niterói, na Região Metropolitana, sua cidade natal. Peixoto disse que ficou um ano se dedicando ao cargo, mas que nos últimos meses a crise afetou também hospitais também de outras instâncias do governo, como os universitários.

– Conseguimos segurar até o início deste mês. Mas, na crise, a Saúde também foi afetada. Estamos o tempo todo trabalhando para restabelecer os serviços – afirmou Peixoto durante a entrega de carros que vão atuar no combate ao Aedes aegypti em Guadalupe.

Em entrevista ao telejornal RJTV, da TV Globo, o secretário afirmou que R$ 45 milhões, do governo federal, já estão garantidos. Ele afirma, no entanto, que ainda aguarda receber mais R$ 250 milhões nas próximas 48 horas. Peixoto disse que a situação dos hospitais muda a cada momento, uns fecham e outros reabrem. Ele orientou a população a ir até as unidades de saúde, mesmo que ela esteja fechada, para receber encaminhamento para outras unidades.

O governador Luiz Fernando Pezão, que também esteve no evento em Guadalupe, ao lado de Felipe Peixoto, afirmou que hoje a Saúde precisa de R$ 350 milhões para se recuperar. Ele afirma que está tentando levantar o dinheiro com o governo federal. Ele quer pedir auxílio também aos prefeitos da Região Metropolitana.

– Minha luta hoje é para reabrir todos os hospitais. Eu saio daqui agora para ver quem pode me ajudar e pedir ajudar aos prefeitos da Região Metropolitana.

A. O resultado são cirurgias suspensas — algumas de alta complexidade como de coração e transplantes de órgãos — e emergências em estado precário em que médicos se veem sem ter como prestar socorro. Até garis foram para dentro dos hospitais fazer a limpeza. Instaladas a partir de 2007, as UPAs, que também funcionam com pessoal terceirizado, enfrentam situação igualmente dramática.

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