Em meio a pandemia, Brasil não segura ministros da Saúde
Redação DM
Publicado em 14 de março de 2021 às 19:17 | Atualizado há 5 anos
Há cerca de
um ano, o Brasil começava a lutar contra a Covid-19. Com a pandemia vários
setores do Governo foram atingidos, a Economia foi abalada e medidas precisaram
ser tomadas com certa urgência. Assim também a área da Educação, necessitou ser
adaptada para continuar o ensino público e privado.
E não foi
diferente para a saúde, o país passou por três mudanças de ministros no
Ministério da Saúde em um período de dois meses.
Luiz Henrique Mandetta esteve na posição de ministro da saúde desde o início do mandato do presidente Jair Messias Bolsonaro (sem partido) e foi demitido do cargo no dia 16 de abril de 2020, um mês após começar a pandemia. Por conta das medidas, que ele enquanto responsável pela saúde do país decidiu manter – distanciamento social – indo contra a decisão de Bolsonaro.
Em seguida, Nelson Teich foi contratado e pediu demissão há menos de um mês após ser nomeado ministro. Desde então, Eduardo Pazuello assumiu a função de ministro interino da saúde.
Na última semana haviam comentários acerca da saída de Pazuello do Ministério da Saúde. E os burburinhos estavam certos, o general pediu demissão alegando problemas de saúde, esse argumento de doença seria para sair com “honra” do cargo, apesar de ainda ter sido acertado a demissão é provável que haja uma troca no comando do Ministério da Saúde.
Um ano após o início da pandemia são quatro ministros da saúde que saíram do cargo e a pergunta que não quer calar é “onde está o problema?”.
A insatisfação do presidente com os ministros pode ser pessoal e isso interfere diretamente no enfrentamento do Brasil contra a Covid-19. Já que o Ministério da Saúde é responsável pela condução da saúde pública do país, sendo assim, o ministro deve ser qualificado e ter experiências para administrar o setor. A escolha de uma pessoa para o cargo precisa ser pautada nessas condições e não em afinidade política.