Cotidiano

Empresários não aprovam restrição ao comércio

Redação DM

Publicado em 12 de março de 2021 às 11:44 | Atualizado há 5 anos


O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), estuda criar regras mais duras para combater o avanço da pandemia. Juntamente com os presidentes dos poderes e órgãos autônomos as medidas pré estabelecidas podem afetar ainda mais os comércios.

Contudo, em entrevista à Radio Sagres 730, o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Goiás (Fecomércio-Go), afirmou que os empresários não vão aceitar outra prorrogação de restrições.

“Eu não posso avaliar essas medidas que serão discutidas sem antes conhecer. O comercio já está muito sofrido. Estamos indo pra 14 dias fechados. E dificilmente terá apoio da coletividade para mais tempo fechado. O governador terá apoio para um retorno com regras rígidas. Podemos, por exemplo, fechar depois de um determinado horário. Manter de portas fechadas por mais tempo, eu penso que não terá apoio da coletividade”, afirmou Baiocchi.

Marcelo ainda disse que não foi convidado para discutir quaisquer possibilidade de novas restrições. O decreto em vigor no momento termina na próxima segunda feira (15), porém, as prefeituras ainda devem se reunir para decidir se as medidas serão prorrogadas ou suspensas.

“Nós temos conversado muito com a assessoria do prefeito de Goiânia para que nossas demandas e sugestões sejam levadas a ele. (…) Ou tomamos medidas que todos pagam a conta ou libera o comercio para trabalhar. Estamos dispostos a seguir regras rígidas, desde que possamos trabalhar e manter o emprego dos funcionários”, ressaltou Marcelo.

De acordo com a lei sancionada pelo Presidente Jair Bolsonaro, a iniciativa privada, indústria, empresários, federações e confederações podem comprar as vacinas. Porém, o ato tem como finalidade a filantropia, ou seja, as vacinas teriam que ser doadas para o Ministério da Saúde.

Assim, Baiocchi confirmou o interesse na compra dos imunizantes, mas, o problema é a falta de doses disponíveis. “É muito mais válido o investimento na vacina do que o prejuízo que o empresário esta tendo”, reforçou Marcelo.

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