Cotidiano

Endereços embaixo d’água em Goiânia

Redação DM

Publicado em 16 de novembro de 2015 às 16:33 | Atualizado há 1 ano

Goiânia e muitas outras cidades brasileiras enfrentam transtornos que todos os anos se repetem e são causados pelas fortes chuvas. É o semáforo que deixa de funcionar, o trânsito que para, fios de alta tensão que se rompem e deixam a população sem energia elétrica, são quedas de árvores sobre carros e residências que provocam prejuízos.

Como se não bastasse existe ainda pessoas que ficam ilhadas em algumas ruas e avenidas da cidade por conta de alagamentos. Sem esquecer àquelas que moram em áreas de risco que podem ver suas casas desmoronar ou ficarem parcialmente submersas a qualquer momento por conta das chuvas. Aliás, existe como evitar que a mesma história se repita ano após ano.

O coordenador executivo interino da Comissão Municipal de Defesa Civil – (COMDEC), Cidicley Santana explica que a causa dos alagamentos pode estar no erro de projetos ou por uma intervenção da própria população de forma direta ou indireta que contribui com o represamento da água nas ruas da cidade.

Intervenção humana

Nathália explica que sua loja ficou alagada por causa da intervenção humana (Foto: Arquivo pessoal)

Como o que aconteceu recentemente com a empresária, Nathália Fortunato que teve sua loja, localizada na Av. Maria de Melo, no Jardim Santa Cecília em Goiânia, inundada depois de forte chuva. Ela descreve os fatores que levaram ao alagamento se enquadram na intervenção da própria população.

“Temos a empresa lá já tem três anos e todos os anos alaga. Mas esse ano está sendo pior por conta de um lote ao lado que não era aterrado e a água escoava por lá. Como agora o lote foi aterrado não tem para onde a água escoar e está alagando a loja” descreve. Cidicley revela que incluindo o bairro onde Nathália tem uma loja, existem hoje na capital 59 pontos de alagamento. Desse total, dois representam maiores riscos à população.

“Os alagamentos que representam maior risco dentro de Goiânia é o localizado em frente ao Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, na Avenida Assis Chateaubriand, esquina com a Rua Nove, Setor Oeste, e o em frente à Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (FAEG) entre as Avenidas 85 e a 84”. Já as áreas de risco dentro de Goiânia, ele descreve, são 13, todas próximas a áreas de preservação permanente, ou seja, próximo a leito de córregos, nascentes e rios.

Acompanhamento

“Iniciado o período chuvoso nós, da Defesa Civil, passamos a acompanhar tanto os pontos de alagamento no momento das chuvas como também as áreas de risco. Trabalhamos com o preventivo, vistoriando as áreas de risco, para ver se houve alguma alteração, remoção [das famílias]. Lembrando que a remoção é feita pela Secretaria Municipal de Assistência Social em parceria com a Secretaria de Habitação”, esclarece Cidicley .

Depois de fazer o levantamento, identificar e mapear os pontos de alagamento em Goiânia e constatar que local é suscetível a represamento de água, a Defesa Civil verifica o que pode ser feito e informa Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Seinfra).

“Nós tiramos fotos e identificamos as coordenadas geográficas, fazemos anotações e voltamos ao local quando está sem o alagamento e verificamos o que pode ser feito e recomendamos a Seinfra, para conhecimento e providências cabíveis”, completa o coordenador.

Parceria necessária

Duas toneladas e meia de lixo e entulho foram retiradas da bocas de lobo da Capital entre janeiro e outubro (Foto: Divulgação)

As obras de construção de galerias pluviais, ramais, bueiros e bocas de lobo, além da permanente limpeza destas, são as principais ações realizadas pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Seinfra).

O trabalho tem a função de evitar o acúmulo de lixo e entulho nas bocas de lobo, pois seu entupimento impede a captação e o escoamento da água da chuva, ocasionando alagamentos de ruas, calçadas e até de residências.

Apesar da ação da Seinfra que teria entre janeiro e outubro de 2015, realizado a limpeza em 25 mil bocas de lobo, totalizando mais de 2 toneladas e meia de lixo e entulho retiradas, na Capital, o presidente da associação de moradores da Vila Rezende e Jardim Planalto, região sudoeste em Goiânia, Mauro Soares do Carmo, reclama que há cerca de dois anos os bairros vem sofrendo alagamentos.

Ele explica que as causas dos alagamentos são os bueiros entupidos, realidade dos dois bairros. Descreve que as ruas mais afetadas, na época das chuvas, é a Rua V1, no Bairro Vila Rezende e a Rua São Carlos, no Jardim Planalto. “Essas são as ruas mais críticas que nos dias chuvosos a maior parte das residências fica alagadas, por ser a última rua e ficar muito próximo ao córrego Cascavel”, informa.

Mauro afirma que há dois meses das chuvas começassem procurou a Seinfra para informar sobre a gravidade do problema nos bueiros dos bairros que ele representa. Ele reclama ainda da situação de abandono dos bueiros que estão a maioria quebrada e precisam ser restaurados. Porém, de acordo com ele, não teria obtido respostas e as chuvas já começaram.

“Os bueiros dos dois bairros estão precisando de reforma e limpeza para escoamento da água e diminuir os transtornos. A gente corre o risco também de desmoronamento das residências que ficam localizadas na última rua que fica às margens do córrego Cascavel”, menciona.

Ele reconhece que a comunidade não colabora quando, por exemplo, não evitam o descarte inadequado de lixo em áreas públicas como praças e lotes vazios. “A gente informa para que as pessoas não joguem entulhos nos lotes vazios e praças, para evitar problemas. A praça é linda, mas as pessoas jogam o lixo lá”.

O Diretor de Operações e Conservação da Seinfra, Guilherme Chagas, destaca que o mau hábito da população de jogar lixo nas ruas e calçadas é um grande problema enfrentado pelas equipes de limpeza do órgão. E ressalta: “Para minimizar os impactos dessa sujeira, uma mesma boca de lobo recebe o serviço de limpeza várias vezes, em curtos períodos.”

Especialistas ponderam que a população também precisa ajudar, já que o lixo despejado em locais inapropriados agrava o problema de alagamentos

Saiba mais

Áreas de risco relacionadas a chuvas: 

Vila Roriz – Enchentes com alagamento de residências.

Vila Maria Rosa – No período de chuvas, as águas estão  invadindo as   residências, com risco de desabamento.

Setor Norte Ferroviário – Residências de posse, construídas as  margens do Córrego Capim Puba, rachaduras, fendas, afundamento de piso, correndo o  risco de desabamento comas frequentes enchentes. Graduais, risco de alagamento.

Vila Romana – Casas construídas em margens lindeira da Br-153 e residências com risco de desabamento, e risco de alagamento.

Setor Perim – Casas construídas em áreas de risco de deslizamento.

Setor Aeroporto – Casas construídas em áreas de risco de alagamento e inundações

Região do Córrego Fundo Noroeste – casas construídas em área de preservação ambiental, área de várzea.

Bairro Capuava – Construções as margens do Córrego Ribeirinha.

Conjunto Caiçara – Risco de alagamento devido a cheia do rio Meia Ponte, fora da área de preservação.

Setor Grande Retiro – Terreno acidentado com grande  declive, residências construídas sem as devidas orientações de  engenharia.

Setor dos Funcionário – Casas construídas em área de risco as margens do Córrego Capim Puba

Vila Santa Efigênia – Residências construídas as margens do Córrego Vaca Brava, com risco de deslizamento e  erosão de margens fluviais – Sem morador.

Vila Fernandes – Uma residência com três famílias morando de aluguel, oriunda do Maranhão. Casas desapropriadas.

Saiba mais

Avenida T-007, esquina com a Rua Ruy Brasil Cavalcante, Setor Oeste

Endereço de alguns pontos de alagamento na capital levantados pela Defesa Civil

ENDEREÇO: Avenida T – 07, esquina com a Rua Ruy Brasil Cavalcante, Setor Oeste.

Avenida Assis Chateaubriand, esquina com Rua Nove, Setor Oeste.

Avenida Dona Gercina Borges Teixeira, esquina com a Alameda dos Buritis Setor Central.

Avenida Pedro Ludovico Teixeira (antiga 82) esquina com a avenida 84 S. Sul.

Rua 83, esquina com 83 – A, Setor Sul.

Rua Dona Maria Kubstchek de Figueiredo, com irmâ Helena de Figueiredo, Conjunto Caiçara.

Avenida T- 8, esquina com T – 27, Setor Bueno.

Rua 217, esquina com a Praça A, Setor Coimbra.

Rua C -206, esquina com C – 198, Jardim América.

Avenida T – 08, esquina  com T – 30, Setor Bueno.

Avenida T – 7, esquina com Rua 31 Setor Oeste.

Avenida Paranaiba com Rua 23, Setor Central.

Avenida Paranaíba, Frente ao antigo Estádio Olimpico, Setor Central.

Avenida Anhanguera, sobre o Córrego Cascavel.

Avenida Anhanguera com Quintino Bocaiuva, Setor Campinas.

Avenida Anhanguera com Perimetral, Setor dos Funcionários.

Avenida Anhanguera com Rua 13, Setor Aeroviario, frente terminal do Dergo.

Avenida 87, frente ao Clube dos Sargentos.

Av. 87, frente ao Clube Social Feminino Setor Sul,

Avenida Anhanguera, lago das rosas.

Av. T- 9 Setor Bueno –  Clube Oasis – Corrego Cascavel.

Av. Assis Chateaubriand, frente ao Forum.

Av. Anhanguera, Jardim Novo Mundo, BR 153.

Av. Tóquio, entre Bairro Goyá e Goiânia Viva.

Av. Cesar Lates, Entre Novo Horizonte  e Celina Parck – Corrego Macambira. (Mulher foi vitimada quando seu carro arrastado por enxurrada).

Avenida Terezinha de Morais, Parque Amazonas (Motociclista foi arrastada, causando sua morte). Córrego.

Avenida Armando de Godoy, Cidade Jardim , frente ao Detran;

Rua Belo Horizonte, Jardim Guanabara.

Rua Marajoara, Bairro Goyà com João Braz

Av. D. Gercina Borges,  Conj. Vera Cruz.

Rua RIT  com SPM 19, Residencial Itamaracá

Rua RIT 13, quadra 13, Residencial Itamaracá.

Rua da alegria com viela da Mina e Geni, Setor Perim.

Avenida B, quadra 60 com Rua 41, Vila Paraiso – (Centro Oeste).

Rua José Ludovico de Almeida, Santo Hilário, Córrego Ladeira.

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