Especialistas da OMS devem visitar Wuhan, marco zero da pandemia
Redação DM
Publicado em 12 de janeiro de 2021 às 17:34 | Atualizado há 5 anos
Pesquisadores da Organização Mundial da Saúde (OMS), visitará Wuhan, na China, onde supostamente originou o novo coronavírus. A China confirmou nesta terça-feira (12), o roteiro de viagem dos especialistas no país. Também informou que o grupo voará diretamente para Wuhan, a cidade considerada o março zero da pandemia de Covid-19.
Para um dos porta-vozes do Ministério das Relações Exteriores, Zhao Lijian, o voo com os especialistas sairá de Singapura com destino à cidade no dia 19 de janeiro.
Ainda conforme o preposto, os pesquisadores trabalharão em conjunto com os cientistas chineses durante toda a viagem.
Porém, o comitê precisará seguir as normas para viajantes internacionais e deverá cumprir uma quarentena de 14 dias, antes de iniciar a visita aos pontos de relevância.
A intenção da viagem dos pesquisadores é buscar investigar as origens da pandemia do coronavírus Sars-CoV-2. A viagem já deveria ter ocorrido na semana passada, mas a China impediu no último instante, a liberação dos vistos dos cientistas.
A paralisação foi criticada publicamente pelo diretor-geral da OMS, Tedros Adhamon Ghebreyesus, que se mostrou “decepcionado” com a atitude chinesa.
A OMS insistiu que “não está tentando culpar ninguém” pela crise sanitária e que apenas busca entender as origens da pandemia. O diretor para Emergências do órgão, Michael Ryan, afirmou que o foco da missão é a ciência e não fazer política.
“Entender as origens da doença não significa achar alguém para culpar. Trata- se de encontrar as respostas científicas sobre a importantíssima mudança [do vírus] do reino animal para os humanos”, confirmou.
Após mais de um ano dos primeiros casos terem sido notificados como uma “pneumonia anormal”, ainda não se sabe como o Sars-CoV-2 mudou do nomeado salto de espécie, para os humanos. Os cientistas querem descobrir como isso ocorreu para evitar novas pandemias no futuro.
Segundo o site IG saúde, a China sempre alegou que o seu país foi apenas o primeiro a notificar sobre a nova doença, mas que o novo coronavírus surgiu em mais de um local simultaneamente.
Os primeiros casos da Covid-19 foram notificados no final de dezembro de 2019 em Wuhan, com a primeira morte confirmada em 11 de janeiro de 2020. A cidade e toda a província de Hubei foram colocadas em lockdown em 23 de janeiro, em um isolamento que persistiu até o início de abril.
Portanto, conforme dados da Universidade Johns Kopkins, há mais de 91 milhões de casos de Covid-19 confirmados no mundo e mais de 1,9 milhão de mortes.