Estado adotará medidas duras para impedir crise hídrica no ano de 2018
Redação DM
Publicado em 15 de março de 2018 às 01:26 | Atualizado há 1 ano
- Presidente da Saneago quer fontes de energia limpas e defende políticas drásticas para impedir a captação irregular
- A solução para a seca do ano de 2018 é a construção de uma adutora para ligar as duas bacias, informa Jalles Fontoura [PSDB]
- Região Metropolitana de Goiânia ficará integrada com conclusão do ‘Linhão’. Em 2019, 2020 e 2021. Investimento de R$ 240 milhões
Para atacar eventual crise hídrica, nos meses de setembro, outubro e novembro de 2018, como a que ocorreu no ano passado, 2017, o Governo do Estado de Goiás declarou ‘Situação de Emergência ’ nas duas bacias. A do Meia Ponte e a do João Leite. É o que anuncia o presidente da Saneago, Jalles Fontoura [PSDB]. Um engenheiro civil de 67 anos de idade, pesquisador de fontes de energia limpas e defensor de medidas drásticas. Para impedir a captação irregular.
– É o decreto 9.176. Ele aborda ações para combater a escassez hídrica. De água. Em Goiás.
O auxiliar do inquilino da Casa Verde, Marconi Ferreira Perillo Júnior, um tucano de alta plumagem, filho do ex-governador do Estado Otávio Lage de Siqueira, revela que será adotado ainda um hidrômetro ao longo dos rios. Para controlar a vazão, afirma. A Secretaria de Estado das Cidades, Meio Ambiente e de Recursos Hídricos [Secima] é que irá arbitrar as outorgas no período, explica, de forma tranquila, o gestor público da área de saneamento.
RESTRIÇÕES E SUSPENSÃO
– O Estado poderá definir restrições ou suspensão de água sob o cenário de emergência.
A solução para a seca do ano de 2018 é a construção de uma adutora para ligar as duas bacias, informa ao Diário da Manhã. A do João Leite e a do Meia Ponte, observa. A estratégia é unir as duas, aponta. Registro: com exatos 13 quilômetros de extensão, adianta. Com diâmetro de 700 milímetros, sublinha. Um workaholic, ele anuncia que o denominado ‘Linhão’, uma solução de saneamento para Goiânia e Aparecida de Goiânia, estará concluído nos anos de 2019 e 2020.
– A obra custará R$ 28 milhões. Detalhe: com 100% dos recursos financeiros do caixa da Saneago.
Vinte por cento da obra da adutora, que ligará as duas bacias, João Leite e Meia Ponte, já estariam executados, destaca. Dois mil e seiscentos metros, pontua. A ideia é terminá-la no mês de agosto, inicio do período de seca e de calor, atira. A medida, do Governo do Estado de Goiás, autorizada por Marconi Perillo, é para que não ocorra crise hídrica, nas duas maiores cidades, fuzila. Mais: o controle dos rios deve ser efetuado com um maior rigor, propõe ele.
LINHÃO
– A Região Metropolitana de Goiânia ficará toda integrada com a conclusão do ‘Linhão’. Para 2019, 2020 e 2021. Um investimento de R$ 240 milhões. Dinheiro emprestado do FGTS [Fundo de Garantia Por Tempo de Serviço]. Para a Saneago.
Estudioso do tema de crise hídrica, da escassez de água, o presidente da Saneago, Jalles Fontoura, ressalta que o fenômeno da natureza ‘La Niña’ é o responsável, em 2018, pela crise. Tempos atrás ninguém acreditava que o ‘Aquecimento Global’ poderia afetar o meio ambiente, a vida no Planeta Terra, gerar escassez de água, produzir efeitos climáticos negativos para o ser humano, recorda-se, de forma ácida e crítica, o engenheiro civil graduado na UFMG.
– Resultado direito da agressão ao meio ambiente. À natureza…
GUERRA POR ÁGUA
Analista de cenário no setor, o gestor público, sem manchas ou nódoas em sua carreira política e administrativa, insiste que a meta, no exercício de 2018, é garantir o fornecimento de água onde já existe a rede, que já possui água. Não dá, nas atuais condições climáticas, para fazer novas expansões, frisa. Com uma dose acentuada de realismo. A crise do Século 21 será da escassez de água, faz um exercício de reflexão ‘sombrio’. Como a do Petróleo, no XX, atira.
– O produto do Século 21 é a água. Como no século passado era o Petróleo.
De forma pausada, o operador do sistema de água e esgoto em Goiás acredita que até guerras ocorrerão em função da disputa por água. Como na guerra pelo Petróleo, metralha. O que provocará mudanças estruturais nas sociedades humanas, crê. A agricultura, setor primário da economia, enfrentará dificuldades e deverá operar mudanças, avalia. Com previsão de secas violentas, nos cinco continentes do Planeta Terra, especula. Mudanças devidas à escassez, diz.
ÁGUA: PRODUTO FINITO
– É necessário também que o cidadão modere o consumo exagerado.
É preciso compreender a emergência dos ‘Novos Tempos’, aponta. De crise e escassez, destaca. A água não é um produto infinito, explica. É finito, garante. Uma demanda básica para o funcionamento, sob normalidade, da sociedade do Século 21, alerta. A média de consumo, em Goiânia, Capital do Estado de Goiás, por dia, é de 130 litros por pessoa. O consumo, em Brasília, a Capital da República, é de 400 litros, por dia, por pessoa, informa ele.
– Trata-se o caso de Brasília [DF] do maior consumo per capita do Brasil. O consumo eleva-se sob um PIB [Produto Interno Bruto, soma de todas as riquezas produzidas no Estado] maior.
É, sim, a hora de o Brasil ingressar na ‘Era da Modernidade’, abandonar a utilização dos combustíveis fósseis – carvão e petróleo – e passar a adotar as fontes de energias limpas, acredita o presidente da Saneago, ex – deputado federal, um simpatizante do Vila Nova Futebol Clube, classificado como o maior time e paixão do Centro-Oeste do Brasil. O gestor da empresa gosta também do Goianésia, hoje, na segunda divisão do futebol estadual.
– As energias solar e eólica são opções reais. Factíveis. Para o Tempo Presente.
SEM DÍVIDAS, HOJE
Sem dívidas, com pagamentos efetuados em dia, elevado grau de investimento, a Saneago assumirá todos os gastos com a construção da adutora Goiânia – Aparecida de Goiânia: R$ 28 milhões. Com lastro no mercado financeiro, captou R$ 240 milhões, do FGTS [Fundo de Garantia Por Tempo de Serviço]. Para a construção do ‘Linhão’. Não custa lembrar: o endividamento da empresa corresponde à apenas seis meses de seu faturamento.
– É o que mostram os números oficiais da Saneago.
A empresa goiana de saneamento básico fez uma captação com taxas de juros muito baixas. CDI mais 2,9 ao ano. É, hoje, uma referência. Nos mercados nacional e mundial. O Programa de Demissão Voluntária [PDV], adotado por 466 servidores, custou aos cofres da Saneago, R$ 80 milhões. Detalhe: o investimento realizado já foi recuperado. Apesar dos rumores, não haverá privatização. O modelo de negócios no setor não favorece ao programa de desestatização.
