Ex-diretor da Petrobras se cala em depoimento na Lava-Jato
Redação DM
Publicado em 3 de novembro de 2015 às 02:10 | Atualizado há 11 anosSÃO PAULO – O ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque se manteve em silêncio em depoimento ao juiz Sérgio Moro nesta terça-feira. Duque era um dos últimos réus a ser ouvido numa das ações que investiga o pagamento de propina em contratos da Odebrecht na Petrobras.
Duque, que teria sido indicado para o cargo pelo PT, é acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) pelos crimes de corrupção passiva qualificada e lavagem de dinheiro. Ele foi apontado como recebedor de propinas para o partido oriundas de contratos de sua diretoria.
O depoimento de Duque encerra uma das fases da ação. Em agosto, o ex-diretor da Petrobras iniciou negociações com o MPF para fechar um acordo de delação premiada e. Mas, até o momento, não houve confirmação de fechamento do acordo.
Empresário comprou imóvel a ex-gerente da Petrobras
Ainda na manhã desta terça-feira, a Justiça ouviu o depoimento do consultor Eduardo Freitas, dono da construtora Sul Brasil, suspeito de intermediar o pagamento de propina ao ex-gerente da Petrobras Celso Araripe a favor da Odebrecht.
Para o Ministério Público Federal há provas de que a construtora foi usada para viabilizar pagamento de propinas a funcionários da Petrobras pelo consórcio vencedor da construção do prédio do Centro Administrativo da Petrobras em Vitória, no Espírito Santo.
Freitas admitiu ter comprado um apartamento para Celso Araripe por R$ 1,5 milhão. Em troca, ele teria ficado com o antigo imóvel do ex-funcionário da Petrobras. Ambos ficam no Rio. Além do imóvel, ele disse ter negociado ficar com os móveis e comprar novos a Araripe. E negou o pagamento de propina.
Contudo, o empresário não soube explicar porque fez depósito entre 2011 e 2013 em contas de Araripe e de seus familiares.