Cotidiano

Ex-diretor da Petrobras volta a depor e mantém versão sobre Palocci

Redação DM

Publicado em 23 de junho de 2015 às 12:21 | Atualizado há 11 anos

CURITIBA — O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa depõe novamente, desde às 9h30min, para uma equipe de delegados da Polícia Federal e procuradores da Justiça, vindos de Brasília, para esclarecer as principais divergências nos depoimentos de delação premiada, tanto do ex-diretor quanto do doleiro Alberto Youssef . . No depoimento desta terça-feira, os delegados federais ouvem isoladamente Paulo Roberto Costa pela manhã e Youssef à tarde. Cada um dará sua versão dos fatos. Os dois falarão apenas sobre os inquéritos que envolvem políticos com foro privilegiado e que estão sendo investigados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

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Ao chegar para o depoimento, o advogado de Paulo Roberto Costa, João Mestieri, disse que nesta terça-feira não haverá acareação: Costa fala pela manhã e Youssef à tarde.

Paulo Roberto Costa disse em sua delação premiada que recebeu uma solicitação do ex-ministro Antônio Palocci através do doleiro Alberto Youssef para liberar R$ 2 milhões para a campanha da Dilma em 2010 e que ele autorizou que o pagamento fosse feito. Youssef, no entanto, nega que tenha dado os R$ 2 milhões para Palocci e disse que nem conhece o ex-ministro. É possível que hoje os delegados queiram saber mais sobre o caso.

— Paulo Roberto vai manter sua versão. Ou seja, Palocci lhe pediu o dinheiro e Youssef pagou. Essa é a verdade. Paulo Roberto sempre manterá sua coerência em torno dos fatos relatados — disse Mestieri.

Youssef, no entanto, tem dito que não entregou dinheiro a Palocci e que não conhece o ex-ministro. A assessoria de imprensa do ex-ministro diz que Palocci nunca pediu o dinheiro a Paulo Roberto Costa. Para Mestieri, as divergências entre Costa e Youssef são pequenas.

— Em 95% dos casos eles convergem. É que a maioria dos fatos aconteceu em 2008 ou 2010 e muitas vezes alguém esquece um detalhe.

A audiência com Paulo Roberto Costa na PF deve terminar por volta do meio-dia. À tarde, ele estará na Justiça Federal para falar ao juiz Sergio Moro nos inquéritos dos ex-deputados federais Luis Argollo (PP) e Pedro Corrêa (PP), presos no Complexo Médico Penal de Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. Argolo e Corrêa também serão ouvidos.

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