Ex-ministro da Saúde, Padilha volta a ser hostilizado
Redação DM
Publicado em 2 de outubro de 2015 às 03:20 | Atualizado há 11 anosRIO — O ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha voltou a ser hostilizado nesta sexta-feira no restaurante Aldeia, no Jardim Paulista, bairro nobre de São Paulo. , o atual secretário de Saúde da capital paulista foi chamado de “ladrão”. O petista respondeu, então, com “mal agradecidos”.
Esta, porém, não foi a primeira vez. No dia 15 de maio, em um outro restaurante em Itaim Bibi, bairro nobre de São Paulo. Nas imagens, durante o almoço, um homem aparece batendo com uma faca em um copo e pedindo “um minuto da atenção” dos clientes do estabelecimento antes de anunciar a presença de Padilha.
“Queria saudar aqui hoje, dizer que temos a ilustre presença do ex-ministro da Saúde Alexandre Padrilha (sic)…Padilha, que nos brindou com o Mais Médicos, da presidente Dilma Rousseff, responsável por gastos de R$ 1 bilhão que nós, otários, pagamos até hoje. Parabéns, ministro”, afirmou o manifestante, aplaudido por parte dos presentes. Em meio aos aplausos, porém, o ministro rebateu: “63 milhões de pessoas atendidas, 63 milhões”.
De acordo com a Secretaria municipal de Saúde de São Paulo, Alexandre Padilha havia parado para almoçar ao lado do Complexo Regulador da Saúde Municipal, após ter cumprido agendas externas no período da manhã. Em nota, Alexandre Padilha diz que “repudia toda e qualquer manifestação de ódio e intolerância”. “Posturas como estas apresentadas no vídeo, de pessoas que querem expulsar do convívio social quem pensa e age diferente delas, só me animam a continuar o trabalho a favor de quem mais precisa e a defender programas como o Mais Médicos, que beneficia mais de 70 milhões de brasileiros”, diz trecho da nota.
O ex-ministro da Saúde, no entanto, não é o único petista que já foi alvo de protestos. O ex-ministro da Fazenda, que ficou no cargo por mais de oito anos, somando os governos do ex-presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff, também já foi alvo duas vezes. No dia 28 de junho, no restaurante Trio, no bairro da Vila Olímpia, na Zona Sul de São Paulo, quando almoçava.
O caso, contudo, terminou pior para os responsáveis pela hostilização. Após serem acionados judicialmente, . Guido Mantega perdoou os dois homens que o xingaram em um restaurante, na Vila Olímpia, em São Paulo. Na ocasião, o engenheiro José João Armada Locoselli e o empresário Marcelo Maktas Melsohn chamaram o ex-ministro de “ladrão”, “palhaço”, “sem-vergonha” e disseram que ele estava “acabando com o país”. As ofensas foram gravadas e divulgadas na internet. Em meados de julho, Mantega conseguiu identificar ambos, e seu advogado, José Roberto Batochio, entrou com uma ação por injúria, calúnia e difamação contra Locoselli e Melsohn.
Além deste episódio, Guido Mantega já havia sido hostilizado em fevereiro deste ano , durante tratamento de sua mulher. A segunda aconteceu também em um restaurante, em maio deste ano, em São Paulo.