Exercício físico regular reduz risco de doenças cardíacas, afirma cardiologista
Léo Carvalho
Publicado em 18 de fevereiro de 2026 às 14:14 | Atualizado há 5 meses
Prática regular de exercícios físicos está associada à redução do risco de doenças cardiovasculares | Foto: Kennya Stefany/TV Anhanguera
A prática regular de exercícios físicos integra as principais estratégias de prevenção e tratamento das doenças cardiovasculares. A movimentação frequente está associada à redução de fatores de risco como hipertensão, diabetes, obesidade e colesterol elevado, além de contribuir para o fortalecimento do músculo cardíaco.
O cardiologista Rafael Marchetti, especialista em Medicina do Exercício e do Esporte, afirma que a inatividade física está diretamente relacionada ao aumento da incidência de doenças do coração e da mortalidade.
“A aptidão cardiorrespiratória é um dos melhores indicadores de saúde cardiovascular. Avaliar o VO2 máximo, que mede a capacidade do corpo de utilizar oxigênio durante o exercício, é tão importante quanto checar a pressão arterial ou a frequência cardíaca”, afirma o médico Marchetti, que também é membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).
Sedentarismo e impacto na saúde
Estudos indicam que a inatividade física contribui para cerca de 5,3 milhões de mortes por ano no mundo. O cenário é descrito por especialistas como uma pandemia do sedentarismo.
Marchetti explica que mudanças graduais na rotina podem reduzir riscos. “Começar com caminhadas diárias e atividades aeróbicas leves já melhora a circulação e reduz os riscos de problemas cardíacos. O importante é criar uma rotina e manter a regularidade”, diz.
Como o exercício atua no coração
Pesquisa publicada na revista Sports Medicine Open aponta que a prática esportiva desde a infância está associada a benefícios duradouros ao coração, incluindo efeitos na modulação autonômica cardíaca.
A regularidade de atividade física, de acordo com o cardiologista, além de auxiliar no controle da pressão arterial e da glicemia, a atividade física melhora a função dos vasos sanguíneos e está associada à redução do risco de obstruções arteriais e infarto. “O exercício melhora a sensibilidade à insulina, regula o perfil lipídico e reduz o estresse, que são fatores fundamentais para proteger o coração a longo prazo”, afirma.
Recomendações e cuidados
A recomendação de entidades de saúde é a prática de pelo menos 150 minutos semanais de atividade física moderada, como caminhada rápida, natação ou ciclismo.
Para quem é sedentário, o cardiologista orienta início gradual. “Pequenos movimentos no dia a dia já trazem benefícios, como caminhar 10 minutos ou ficar mais tempo em pé no trabalho. O importante é iniciar e, com o tempo, buscar atingir os 150 minutos semanais”, explica Rafael Marchetti.
Ele ressalta que a avaliação médica é indicada antes da prática de exercícios moderados a intensos, especialmente para pessoas com fatores de risco ou doenças pré-existentes. “Mas isso não deve ser um impeditivo para começar com atividades leves no dia a dia”, completa.