Farmacêuticos declaram crise humanitária por falta de remédios na Venezuela
Redação DM
Publicado em 20 de janeiro de 2016 às 03:55 | Atualizado há 11 anosCARACAS – A Federação Farmacêutica Venezuelana (Fefarven) declarou crise humanitaria e solicitou ajuda internacional para recebir medicamentos através de doações, por conta da escassez de medicamentos no país. Segundo o presidente da federação, Freddy Ceballos, faltam ao menos 149 tipos de fármacos para tratar enfermidades de alta incidência, como hipertensão, asma, doenças urológicas e câncer. Estão
Em um comunicado, a Fefarven relatou escassez de remédios psiquiátricos, doenças neuromusculares e anticonvulsivos. Eles se somam a recentes denúncias de produção escassa e baixa importação de produtos básicos como antiácidos, contraconceptivos e analgésicos, como o ibuprofeno.
Segundo Ceballos, só sobram sete milhões de medicamentos para doenças mais raras, enquanto se necessita uma quantia de 45 milhões mensais para enfermidades de alta incidência. Ele estima a escassez em 80% do mercado.
— O governo deve aceitar que estamos numa crise humanitária no setor de saúde, já que em nosso território morrem pacientes por falta de medicamentos. É necessário que ativemos todos os mecanismo de ajuda sanitária internacional.
Com o país em grave crise econômica — o presidente Nicolás Maduro decretou na semana passa emergência na economia, permitindo a ele realizar expropriações de bens privados —, a dívida do setor de insumos médicos ultrapassa US$ 4 bilhões.