Cotidiano

FED aumenta os juros

Redação DM

Publicado em 15 de dezembro de 2016 às 00:48 | Atualizado há 9 anos

A taxa básica de juros do Federal Reserve, o popular Fed, que é o Banco Central dos Estados Unidos da América, sofreu um aumento de 0,5 para 0,7%. O anúncio foi feito no final da tarde de ontem pela presidente da entidade, Janet L. Yellen, conforme noticiou a edição digital do The New York Times. A decisão foi tomada depois de dois dias seguidos de reunião dos dirigentes do Fed.

Foi a segunda vez, em dez anos, que a taxa sofreu aumento. O primeiro foi motivado pela crise financeira de 2008. Janet justificou que a decisão de majorar a taxa se deveu ao crescimento uniforme da economia americana. Negou que a eleição de Donald Trump à presidência da República tivesse algo a ver com isso.

A expectativa do Fed é que a economia americana irá se expandir em ritmo lento, o que pode determinar um ritmo igualmente lento de aumento da taxa. Subir a taxa de juros, no entendimetno do Fed, pode desviar para a apliação em títulos recursos que seriam investidos em produção.

Os membros do comitê político do Fed devem ter mil razões para subir moderadamente a taxa. O que importa para nós, no Brasil, é a repercurção da medida na economia brasileira. Ontem o mercvado cambial operou instável durante todo o dia, com o Banco Central ficando fora da agitação. Por fim, a moeda americana fechou com alta de 0,21%, cotada a 3,33, no mercado aberto, e 3,31 no balcão do Banco Central.

Afinal, o aumento não foi tão grande assim, mas deverá produzir efeitos aqui. Os títulos americanos são os mais seguros do mundo. Um papel do Fed é dinheiro vivo em qualquer lugar do planeta. Se a taxa de remuneração desses títulos sobe um pouquinho que seja, desvia para lá o fluxo do capital vadio que anda por toda parte em busca de remuneração vantajosa. Uma fuga em massa de dólares investidos no Brasil provocaria sérios transtornos financeiros.

Mas a coisa tem seu lado bom: valorização do dólar facilita as exportações, sobretudo as de commodities. E aumenta o valor de nossas reservas cambiais, quase todas aplicadas em títulos do Tesouro Americano. Ontem, segundo o BC, nossas reservas contavam US$ 373.318 milhões.

 


Leia também

Siga o Diário da Manhã no Google Notícias e fique sempre por dentro

edição
do dia

Impresso do dia