Cotidiano

Festival Colettiva Preta 2026 – Edição de agosto: moda, empreendedorismo e música negra

Redação Online

Publicado em 19 de agosto de 2026 às 21:59 | Atualizado há 58 minutos

Depois de reunir mais de 400 pessoas em sua edição de julho, o Festival Colettiva Preta 2026 – Africanidades e Diálogos Potentes realiza mais um fim de semana de atividades nos dias 22 e 23 de agosto, no Espaço Dona Rosa, no Setor Aeroporto, em Goiânia. A programação reúne feira multicultural, gastronomia, música, empreendedorismo e debates
Depois de reunir mais de 400 pessoas em sua edição de julho, o Festival Colettiva Preta 2026 – Africanidades e Diálogos Potentes realiza mais um fim de semana de atividades nos dias 22 e 23 de agosto, no Espaço Dona Rosa, no Setor Aeroporto, em Goiânia. A programação reúne feira multicultural, gastronomia, música, empreendedorismo e debates

Festival Colettiva Preta dedica edição de agosto à moda, ao empreendedorismo e à música negra
Programação gratuita será realizada nos dias 22 e 23 de agosto, em Goiânia, com feira multicultural, rodadas de negócios, show de Milca Francielle e painel que homenageia mulheres pretas da moda

Depois de reunir mais de 400 pessoas em sua edição de julho, o Festival Colettiva Preta 2026 – Africanidades e Diálogos Potentes realiza mais um fim de semana de atividades nos dias 22 e 23 de agosto, no Espaço Dona Rosa, no Setor Aeroporto, em Goiânia. Com entrada gratuita, a programação reúne feira multicultural, gastronomia, música, empreendedorismo e debates e, desta vez, lança um olhar especial para a presença e a contribuição de mulheres negras na moda.

Apresentado pelo Ministério da Cultura e pela Equatorial Energia, o Festival Colettiva Preta 2026 é realizado com incentivo da Lei Federal de Incentivo à Cultura/Ministério da Cultura, patrocínio da Equatorial Goiás e produção da Colettiva Preta. Entre junho e dezembro, o projeto realiza sete edições voltadas à valorização das culturas negras periféricas e ao fortalecimento da economia criativa e solidária protagonizada por mulheres negras.

A programação de agosto dá continuidade à proposta de aproximar empreendedoras, artistas, produtoras, pesquisadoras, agentes culturais e público, criando oportunidades para circulação de saberes, geração de renda e formação de redes. A moda, entendida também como expressão cultural, identidade, memória e campo econômico, ganha destaque nesta etapa do festival.

Festival amplia público entre as primeiras edições

Os primeiros meses do Festival já demonstram crescimento na participação do público. De acordo com Lavínia Mendes, da equipe da Colettiva Preta, mais de 300 pessoas participaram da edição de junho e, em julho, o número ultrapassou 400 participantes. O aumento, segundo ela, reflete tanto o trabalho de comunicação quanto a repercussão positiva do projeto entre quem passou pelo Espaço Dona Rosa.

Lavínia destaca que a recepção tem sido bastante positiva, especialmente pela oportunidade de encontro e convivência coletiva entre pessoas negras. Outro aspecto frequentemente mencionado pelo público, segundo ela, é a identidade visual e a ambientação do Espaço Dona Rosa. Nas redes sociais, os resultados também superaram as expectativas iniciais: as metas de alcance previstas pelo projeto foram atingidas já no primeiro mês de realização do Festival.

Mais do que contabilizar público, o crescimento entre uma edição e outra reforça um dos objetivos centrais da iniciativa: fazer do Festival um espaço recorrente de encontro, circulação e fortalecimento de redes, no qual empreendimentos, manifestações artísticas e conhecimentos produzidos por mulheres negras possam ganhar visibilidade e estabelecer novas conexões.

Empreendedorismo e novas redes

No sábado, 22 de agosto, a programação começa às 9 horas, com a Feira Multicultural, que segue até as 19 horas reunindo produtos, iniciativas e empreendimentos. A gastronomia também faz parte da programação, com almoço de peixe frito e acompanhamentos, das 12h30 às 14 horas, além do Bar Colettiva, aberto das 12h30 às 19 horas.

À tarde, das 15 às 17 horas, será realizada mais uma edição do Semeia Futuro – Ativação Colettiva, espaço dedicado a iniciativas e empreendimentos de mulheres negras. A atividade promove rodadas de negócios, networking e compartilhamento de tecnologias sociais, aproximando empreendedoras e organizações e estimulando novas possibilidades de parceria.

Nesta edição, a ativação contará com a participação do Instituto Fashion Revolution Brasil, organização da sociedade civil que atua pela transformação da indústria da moda a partir de princípios de justiça social e climática. Presente no Brasil desde 2014 e formalizado como instituto em 2018, o Fashion Revolution desenvolve ações nas áreas de comunicação, educação, colaboração e mobilização, promovendo discussões sobre uma cadeia da moda mais justa, segura, transparente e responsável.

A presença da organização dialoga diretamente com o eixo temático desta edição do Festival, que amplia a discussão sobre moda para além do vestuário e coloca em evidência questões relacionadas às pessoas que produzem, criam e movimentam essa cadeia.

Samba e trajetórias de mulheres negras na moda

No domingo, 23 de agosto, a Feira Multicultural volta a funcionar, desta vez das 9 às 18 horas. O Bar Colettiva permanece aberto das 12h30 às 20 horas e, às 14 horas, será servido almoço com feijoada e acarajé.

A programação artística começa também às 14 horas, com Milca Francielle, que apresenta o show “Meu Samba Tem Raiz”. A apresentação segue até as 15h30 e leva a música para o centro das atividades do segundo dia.

Na sequência, das 16 às 18 horas, o Festival promove o painel “Cartografia de Mulheres Pretas na Moda”, com mediação de Ludmyla Marques. A atividade homenageia Suzane, Nirce Santos, Milleide Lopes, Naya Violeta, Lídia Kalunga, Rochelle Silva e Nina Koxta, reconhecendo trajetórias de mulheres negras relacionadas ao universo da moda.

O painel dá continuidade à proposta de construção de uma cartografia de mulheres pretas que atuam em diferentes setores da cultura e da economia criativa. Se em julho o Festival direcionou esse olhar para a música, a edição de agosto volta-se à moda, buscando dar visibilidade a trajetórias, experiências e contribuições de mulheres negras nesse campo.

Cultura e economia como espaços de transformação

A proposta do Festival Colettiva Preta é estabelecer um espaço permanente de valorização das culturas negras periféricas, dando visibilidade a iniciativas lideradas por mulheres negras e fortalecendo redes de colaboração, formação, geração de renda e circulação de conhecimentos.

Ao longo de suas sete edições, o projeto contempla diferentes áreas da produção cultural e da economia criativa, entre elas artesanato, artes visuais, música, moda, teatro, dança, literatura, cinema e tecnologias sociais.

A Colettiva Preta foi criada em 2021, após a realização de seis edições da Feira das Pretas+, iniciativa idealizada por Renata Caetano. Desde então, desenvolve ações destinadas ao fortalecimento de empreendimentos de impacto socioambiental e iniciativas lideradas por mulheres negras na Região Metropolitana de Goiânia.

PROGRAMAÇÃO

22 de agosto – sábado
9h às 19h – Feira Multicultural
12h30 às 19h – Bar Colettiva
12h30 às 14h – Almoço: peixe frito e acompanhamentos
15h às 17h – Semeia Futuro – Ativação Colettiva
Rodadas de negócios, networking e compartilhamento de tecnologias sociais com iniciativas e empreendimentos de mulheres negras. Participação do Instituto Fashion Revolution Brasil.

23 de agosto – domingo
9h às 18h – Feira Multicultural
12h30 às 20h – Bar Colettiva
14h – Almoço: feijoada e acarajé
14h às 15h30 – Apresentação artística: Milca Francielle – show “Meu Samba Tem Raiz”
16h às 18h – Painel “Cartografia de Mulheres Pretas na Moda”
Mediação: Ludmyla Marques
Homenageadas: Suzane, Nirce Santos, Milleide Lopes, Naya Violeta, Lídia Kalunga, Rochelle Silva e Nina Koxta



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