Goiás é o Estado com maior número de inseminação artificial em gado de corte
Redação DM
Publicado em 22 de agosto de 2018 às 04:28 | Atualizado há 8 anos
O encontro anual do Grupo Especializado em Reprodução Aplicada ao Rebanho (Gerar) apontou que Goiás é o estado que mais coletou dados sobre Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) ao registrar mais de 370 mil informações sobre vacas inseminadas e embriões transferidos na estação de monta passada. Esse número representa um crescimento de 31,4% em relação ao ano passado. Os dados são analisados com base em diversos critérios, como mês de parto, raça da matriz, categoria ou ordem de parição, protocolos, Escore de Condição Corporal (ECC), entre outros.
Iniciado em 2006 pela Zoetis, líder mundial em saúde animal, o GERAR é um programa pioneiro, com foco em reprodução de bovinos, envolvendo médicos veterinários, fazendas de gado de corte e setor acadêmico. A partir das biotecnologias da reprodução de bovinos IATF e Transferência de Embriões em Tempo Fixo (TETF), os técnicos coletam dados nas fazendas e enviam para a Zoetis, que analisa as informações e as transformam em relatórios, em cooperação com a Universidade Estadual Paulista (Unesp/ Botucatu). Os resultados são apresentados e discutidos em reuniões ao longo do ano.
O Gerar-MT ficou em segundo lugar, com 334 mil dados de IATF, um acréscimo anual de 21,7%. Enquanto o Gerar-MS ocupou a terceira posição, com 248 mil informações de IATF, um aumento de 36,5%. Ao todo, foram 5,3 milhões de dados coletados de IATF desde o início da operação do Grupo.
Já a taxa média de prenhez à IATF geral das fazendas assistidas pelos técnicos do Gerar Corte aumentou dois pontos percentuais na última estação de monta, saltando de 51%, em 2016/17, para 53%. No universo de mais de 1,3 milhão de dados de IATF analisados, esse crescimento significou quase 30 mil bezerros a mais em relação ao resultado obtido na temporada anterior.
Ocilon Gomes de Sá Filho, gerente de Produto da Linha Reprodutiva, explica que essa melhoria na eficiência reprodutiva é resultado do contínuo aprimoramento operacional dos técnicos Gerar e do aumento no uso de tecnologias auxiliares, como vacinas reprodutivas e suplementação com MGA pós-IATF. Essas tecnologias têm apresentado significativo retorno financeiro às fazendas devido ao aumento nas taxas de prenhez aos protocolos e/ou redução de perdas de gestação.