Economia

Goiás lidera indústria no Centro-Oeste, mas salário médio segue abaixo da média nacional

Redação Online

Publicado em 24 de junho de 2026 às 22:33 | Atualizado há 5 minutos

Goiás lidera indústria regional, mas salário médio fica abaixo da média do país | Foto: Reprodução
Goiás lidera indústria regional, mas salário médio fica abaixo da média do país | Foto: Reprodução

Goiás encerrou 2024 com 7,6 mil unidades industriais em operação, segundo dados da Pesquisa Industrial Anual (PIA), do IBGE. O resultado colocou o estado na liderança do Centro-Oeste e na sétima posição do ranking nacional. O volume de indústrias instaladas em território goiano superou, com ampla vantagem, os demais estados da região.

A força industrial goiana também apareceu no mercado de trabalho. O estado registrou 270,1 mil pessoas ocupadas na indústria, o equivalente a 49,3% de toda a mão de obra industrial do Centro-Oeste. O número representou 3,3% do total nacional e garantiu a Goiás a sétima colocação entre as unidades da federação.

As empresas industriais goianas alcançaram R$ 215 bilhões em receita líquida de vendas ao longo de 2024. O setor também respondeu por R$ 12,6 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações. Os indicadores mantiveram Goiás na liderança regional em geração de riqueza industrial.

Os gastos ligados à produção industrial chegaram a R$ 140,9 bilhões no estado. A conta incluiu aquisição de matérias-primas, energia elétrica, combustíveis, peças, componentes e serviços de manutenção. O valor ficou bem acima do registrado por Mato Grosso, segundo colocado da região.

Apesar da força industrial, a remuneração média dos trabalhadores do setor permaneceu abaixo da média brasileira. Em 2024, o salário médio pago pela indústria goiana foi de R$ 3.575 por mês, enquanto a média nacional alcançou R$ 4.343. No Centro-Oeste, apenas o Distrito Federal apresentou rendimento inferior.

No comparativo entre os estados brasileiros, Goiás apareceu na 12ª colocação em remuneração média da indústria. O ranking nacional teve Rio de Janeiro na liderança, seguido por São Paulo e Espírito Santo, estados que registraram os maiores salários do segmento.


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