Grande Tijuca ganha mais um piscinão e praça reformada
Redação DM
Publicado em 24 de outubro de 2015 às 23:55 | Atualizado há 11 anosEduardo Paes inaugurou hoje de manhã mais um piscinão da Grande Tijuca. Com três reservatórios de águas pluviais sob a Praça Niterói, a capacidade de armazenamento é de 58 milhões de litros de água, numa estrutura subterrânea da altura de um prédio de oito andares. Ele se une ao reservatório da Praça da Bandeira, inaugurado em, e ao da Praça Varnhagem, previsto para ficar pronto em seis meses. Além de mais um piscinão, também foi inaugurada a Praça Niterói, com 4,5 mil metros quadrados, quadra poliesportiva, mesas de carteado, academia da 3ª idade, aparelhos de musculação e uma miniquadra de futebol para crianças. Em discurso à população, no fim da cerimônia, o prefeito desafiou a Justiça Eleitoral ao falar sobre seu candidato à sucessão, o economista e secretário Pedro Paulo Carvalho.
— Está aqui o futuro prefeito do Rio, Pedro Paulo. Até que a Justiça Eleitoral me impeça, vou continuar pedindo votos mesmo — disse Paes.
Segundo ele, no próximo verão, com os dois piscinões já inaugurados, a cidade responderá melhor às chuvas na região, que há décadas registra alagamentos quando há tempestades.
— Mas o sistema só ficará prono no ano que vem, quando concluirmos o piscinão da Varnhagem e um desvio do Rio Joana direto para a Baía de Guanabara — ressalvou o prefeito.
Na estrutura existente no solo, entre a praça e o piscinão, foram reaproveitadas 58 vigas do Elevado da Perimetral, demolida na Zona Portuária. Segundo Paes, a economia com o reuso do material foi de R$ 20 milhões. O prefeito estava de bom humor. Chegou a cantarolar, durante o discurso, a marchinha de carnaval criada por Cassio e Rita Tucunduva (“Cadê a viga?”), sobre o furto de cinco vigas de 40 metros de comprimento e 20 toneladas de peso, em 2013, nunca recuperadas.
— Senhor prefeito, não é intriga. Aonde foi que enfiaram aquela viga — cantarolou, citando o refrão.
A praça foi tomada por moradores da Tijuca e de bairros vizinhos como Vila Isabel e Andaraí.
— É um sistema inteligente para caramba. Olhe lá embaixo. Só entra água no reservatório quando o Rio Joana alaga. Ali ficam as saídas das quatro bombas. Meu Deus, veja o tamanho – impressionava-se o aposentado Claudionor Vaz de Araújo, de 72 anos, morador do bairro de Noel Rosa que trabalhou durante quase cinco décadas como supervisor hidráulico do Iate Clube do Rio de Janeiro, na Urca.
— É um buracão, não é mesmo? Mudou o estilo da praça. Era linda, mas não era bem cuidada. Só tinha uma quadra e um escorregador. Nos velhos tempos, o Chacrinha fazia shows aqui, vim a uns três ou quatro. Depois as crianças deixaram de frequentar, era gente se drogando o tempo todo, pontos de ônibus – lembra Marilia de Oliveira Meireles da Costa, de 63 anos.
Ela tem um apartamento de frente para a praça, no último andar de um prédio, de onde acompanhou toda a obra. Dona Marilia emociona-se ao falar dos operários que trabalharam na construção.
— Eu queria escrever uma carta de agradecimento a eles. Para quem posso enviar? Foram maravilhosos, trabalhavam pesado todos os dias – afirma, antes de deixar uma sugestão ao prefeito Eduardo Paes. — Se ele tiver um tutor responsável por cada praça da cidade, nenhuma ficará abandonada.