Grupo suspeito de furtar apartamentos de alto padrão em Goiânia durante MotoGP é preso pela Polícia Civil
Redação Online
Publicado em 17 de agosto de 2026 às 16:05 | Atualizado há 1 hora
Polícia Civil prende grupo suspeito de furtar apartamentos de alto padrão em Goiânia durante MotoGP | Foto: Divulgação/PC
Quatro pessoas presas e quatro mandados de busca e apreensão cumpridos: esse é o resultado de uma operação deflagrada pela Delegacia Estadual de Investigações Criminais para investigar uma organização criminosa que teria atuado durante o MotoGP, realizando furtos em apartamentos de alto padrão em Goiânia. Segundo o delegado Gil Bathaus, a escolha dos apartamentos não acontecia de forma aleatória. Os criminosos realizavam uma espécie de “engenharia social” antes das invasões, levantando informações sobre as vítimas por meio de publicações no Instagram e no Facebook.
Os imóveis escolhidos pelo grupo eram, principalmente, apartamentos de alto padrão. Conforme a investigação, a seleção estava diretamente relacionada ao custo da operação criminosa, especialmente porque os executores se deslocavam de São Paulo para outros estados. “O alvo deles é sempre apartamento de alto padrão, porque até para eles virem para Goiânia custa caro. Aí, eles buscam apartamento de alto padrão para que o crime seja rentável”, afirmou o delegado.
De acordo com o delegado, o grupo investigado é oriundo de São Paulo e possui uma estrutura organizada. Os executores são jovens, geralmente bem vestidos e de boa aparência, característica utilizada para facilitar o acesso a condomínios de alto padrão. “Eles são oriundos do Estado de São Paulo e são apelidados de ‘Enzos’, porque são todos jovens, de boa aparência, usam sempre boas roupas para facilitar a entrada nos condomínios”, explicou.
A investigação avançou além dos executores e identificou outros dois integrantes: o financiador, responsável por bancar os custos dos crimes em troca de participação nos lucros, e o planejador, apontado como o principal organizador das ações criminosas em São Paulo. Dos seis mandados de prisão expedidos, quatro foram cumpridos. Dois suspeitos permanecem foragidos e os mandados estão em poder da Polícia Civil de São Paulo.
O delegado alerta para a exposição excessiva nas redes sociais. Ele destaca a importância de ter cautela com postagens que mostrem viagens ou períodos prolongados fora de casa, pois esse tipo de informação pode ser monitorado por criminosos. “Quanto mais a pessoa expõe sua vida nas redes sociais — ‘vou viajar’, ‘estou indo para o Araguaia’ —, quanto mais a pessoa avisa, mais eles ficam sabendo, porque eles monitoram mesmo”, afirmou.