Hospitais reabrem emergências, mas ainda faltam insumos
Redação DM
Publicado em 26 de dezembro de 2015 às 05:06 | Atualizado há 11 anosRIO – Após uma semana de caos nos hospitais, a rede estadual teve nesta sexta-feira um dia com menos transtornos para os pacientes, mas ainda há problemas. O Hospital Getúlio Vargas, na Penha, em frente ao qual um idoso morreu de infarto na última quarta-feira, abriu as portas, mas alguns pacientes, como Alexandre de Miranda, que teve um corte no pé:
— Primeiro me mandaram para a emergência de cima, depois, descer. Tudo demora.
Com o marido internado há dois meses no Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, à espera de uma cirurgia para uma fratura de quadril, Genir Lima fez um apelo desesperado nesta sexta-feira no “RJ-TV’’, da Rede Globo:
— Estou vendo um ser humano morrendo em cima de uma cama, ele já perdeu 15 quilos — disse Genir, acrescentando que o caso não é resolvido, apesar de ela ter obtido duas ordens judiciais para a realização da cirurgia.
A Secretaria estadual de Saúde informou que os insumos para a cirurgia só deverão estar disponíveis na semana que vem. Na sexta-feira, o órgão divulgou comunicado avisando que as UPAs ficarão com os casos de baixa complexidade, e os hospitais, com os pacientes em estado mais grave. O órgão destacou que apenas as UPAs I e II de São Gonçalo e a UPA de Itaboraí não operam com capacidade plena.
No Hospital estadual Adão Pereira Nunes, em Caxias, a emergência funcionou, mas, devido a uma queda no sistema informatizado, o atendimento demorou porque as fichas de pacientes eram preenchidas à mão.
— Foi uma surpresa, viemos achando que meu pai não seria atendido — disse José Vieira, filho de João Batista da Silva, de 81 anos, que levou um tombo.