Cotidiano

Hugo diz que jamais negou atendimento para paciente

Redação DM

Publicado em 22 de julho de 2015 às 02:19 | Atualizado há 11 anos

 

 

A Secretaria Estadual de Saúde, sobre o desfecho do caso da paciente Patrícia Costa, informa que ela foi atendida todas as vezes em que foi encaminhada ao Hugo. “Nunca houve, por parte do Hugo, negativa de atendimento a paciente. A paciente deu entrada na unidade no dia 7 de julho, quando foi avaliada por neurocirurgião. Não havia sinal de aneurisma cerebral, má-formação arteriovenosa ou trombose de seio venoso nos exames realizados durante o atendimento”.

Ainda sobre o episódio, em que a família da vítima pretende acionar o Estado, por responsabilidade civil pela morte da paciente, o órgão do governo diz que ela foi internada no Hugo, seguindo orientação da Neurocirurgia, para tratamento. “Nos dias seguintes, foi avaliada por outros dois neurocirurgiões. Nova tomografia realizada em 9 de julho, demonstrava diminuição do hematoma, motivo que levou à conduta de manter o tratamento clínico, sem necessidade de cirurgia. O devido acompanhamento neurológico se deu até a data de sua transferência, pela Central de Regulação no dia 10 de julho, a uma unidade conveniada ao SUS. Não é possível fornecer informações sobre o atendimento que a paciente recebeu no Hospital Cidade Jardim”.

Em 11 de julho, informa a SES, Patrícia teria retornado ao Hugo trazida por familiares. “Novamente avaliada por neurocirurgião, a paciente encontrava-se assintomática. Após examiná-la e revisar os exames realizados, o profissional prescreveu medicação anticonvulsivante e para dor. Foi orientada a retornar ao hospital Cidade Jardim para manter a internação”.

Um novo retorno ocorreu no dia 16 de julho, quando a paciente apresentava dor de cabeça, com estabilidade clínica e hemodinâmica, e nível de consciência mantido. Na versão do Hugo, a triagem seguiu os protocolos baseados em critérios internacionais (Protocolo de Manchester) para o encaminhamento feito ao Cais, onde, segundo relatos da família, apresentou piora clínica.

EMERGÊNCIA

Na mesma madrugada de 16 de julho, Patrícia teria dado entrada na emergência do Hugo com “rebaixamento de consciência evoluindo para parada cardiorrespiratória, prontamente revertida”.

O Hugo informa que a paciente, então, foi encaminhada a uma UTI. “Nova tomografia evidenciou a diminuição do hematoma previamente existente e o surgimento de dois novos focos de hemorragia em diferentes regiões do cérebro, sem indicação de intervenção cirúrgica. Possivelmente, esses dois novos sangramentos no cérebro, foram as causas da morte da paciente, em 17 de julho”.

O hospital diz que aguarda laudo cadavérico para confirmação das possíveis causas dos diferentes sangramentos apresentados ao longo do período pela paciente: “Somente essa avaliação conclusiva pode validar qualquer hipótese levantada até então”, diz nota enviada à redação do DM e que questiona conteúdo de reportagem publicada na edição do último dia 21.

O Hugo afirma que foi aberta sindicância para apurar as condutas de todos envolvidos na assistência dada a paciente. Tais informações serão encaminhadas ao Conselho Regional de Medicina que apurará se houve algum ato ilícito ético ou de conduta profissional. O processo administrativo não inibe a ação judicial, que pode tanto se desdobrar na área criminal quanto civil – quando requer indenização por danos morais aos familiares.

A ação na área criminal pode buscar condenação de supostos envolvidos por conta de negligência, imperícia ou imprudência no tratamento da vítima. O Hugo esclarece ainda quanto a informação veiculada sobre possível gravidez: “ (…) em nenhum momento, houve confirmação, por parte do hospital, de gravidez ou aborto na paciente. Como é procedimento usual em situações de pacientes do sexo feminino, em idade fértil, os médicos avaliaram a possibilidade de uma gravidez. Mas essa hipótese não foi confirmada”.

 

 

 

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