Influenciadora alerta que “lei da misoginia” pode atingir artistas do funk e afetar economia das periferias
Redação
Publicado em 31 de março de 2026 às 21:09 | Atualizado há 2 meses
medida colocaria em risco o trabalho de milhares de pessoas que dependem do funk como fonte de renda em todo o país
Uma influenciadora afirmou no último sábado (28/03) que a chamada “lei da misoginia” pode atingir diretamente artistas do funk e afetar toda a cadeia econômica ligada aos bailes e à música nas periferias. No vídeo, ela cita letras de músicas conhecidas para sustentar que, pela forma como a misoginia estaria definida na legislação, diversos agentes do setor poderiam ser alvos de processos.
Segundo a influenciadora, intérpretes, DJs, plataformas de streaming e até quem executa essas canções em festas poderiam, em tese, ser processados com base na nova legislação. A medida colocaria em risco o trabalho de milhares de pessoas que dependem do funk como fonte de renda em todo o país.
Para a influenciadora, há uma contradição em políticas que, segundo ela, se apresentam como proteção às mulheres da periferia, mas poderiam atingir justamente homens e famílias dessas mesmas comunidades. O alerta destaca o impacto econômico sobre uma atividade que movimenta artistas, dançarinos, ambulantes, equipes de som, seguranças e trabalhadores informais.
A publicação viralizou nas redes sociais e gerou debates sobre os impactos da legislação no setor cultural e na economia criativa das periferias. Internautas se dividiram entre apoiadores do alerta e defensores da medida como forma de combate à misoginia.
Foto e Vídeo: @mendes__babi