Laudo mostra escoriações e feridas em criança morta
Redação DM
Publicado em 21 de janeiro de 2016 às 03:05 | Atualizado há 11 anosRIO — Laudo do Instituto Médico Legal (IML) aponta que a menina Micaela, de 4 anos, encontrada morta dentro de casa em Brás de Pina, tinha feridas e escoriações no rosto, no pescoço e nas pernas. O documento foi obtido pela Globonews, na quarta-feira. Segundo a polícia, exames laboratoriais irão indicar a causa da morte da criança.
A mãe da menina prestou depoimento ontem na Delegacia de Homicídios (DH). Segundo o site G1, Marlene de Almeida Rocha teria dito não imaginar que seu ex-marido, Felipe Ramos da Silva, fosse capaz de matar a filha. Ele e a atual mulher, Joelma Souza Silva, são suspeitos do crime. O corpo de Micaela foi encontrado anteontem.
De acordo com o depoimento, a mãe disse que o ex-marido era tranquilo e jamais teria agredido a menina. Para Marlene, Felipe sempre foi um bom pai. Ela contou que, próximo ao Natal, fez contato com Felipe para marcar um encontro com a filha, mas não conseguiu.
Ela acha que o encontro pode ter sido inviabilizado para que não visse as marcas no corpo da menina. Micaela, segundo a mãe, passou a morar com o pai aos dois anos, depois que Marlene ficou desempregada. O último encontro entre as duas teria ocorrido no ano passado.
Em depoimento, a madrasta negou o crime. Segundo o delegado André Leiras, a criança tinha marcas em várias partes do corpo e estava desnutrida.
— Eram tantas lesões que será necessário exame complementar para estabelecer a causa da morte. Em 14 anos de polícia, nunca vi uma cena como essa — disse Leiras, ao G1.
MACHUCADOS E OLHO ROXO
O filho de Joelma, Wellington Souza da Silva, de 25 anos, também foi à DH prestar depoimento. Foi ele quem denunciou a mãe para a Polícia Militar, após perceber que a menina estava morta.
Ontem, amigos da família de Micaela contaram ao jornal Extra que não eram raras as vezes em que a garota aparecia com machucados pelo corpo.
Robson Souza Romão, de 24 anos, disse que perguntava para a menina o que tinha acontecido, sempre que tinha oportunidade.
— Já tinha visto (Micaela) com o olho roxo e até com um ferimento no rosto, coberto com um curativo. Perguntava e ela sempre respondia a mesma coisa: “Eu caí, tio” — lembrou ele.
Romão, que é vizinho da família, recebeu Micaela em casa várias vezes para brincar. A menina se dava bem com as três filhas dele:
— Era uma menina doce, muito educada, meio tímida.