Cotidiano

Líder do PT no Senado diz que Lula ajudará a ‘arrumar a casa’

Redação DM

Publicado em 15 de outubro de 2015 às 00:15 | Atualizado há 11 anos

BRASÍLIA — O líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (PT-MS), disse nesta quinta-feira que o ex-presidente Lula sempre “ajuda a arrumar a casa” da base aliada, e defendeu o diálogo do Palácio do Planalto com o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Lula está em Brasília para reuniões com a presidente Dilma Rousseff e com parlamentares, segundo o senador petista. Para ele, a experiência do ex-presidente ajuda a acalmar os “ânimos”.

— Toda vez que o presidente Lula vem para cá, ele ajuda a arrumar a casa, pela experiência que ele tem, pela capacidade de articulação. Não tenho dúvida nenhuma de que ele veio para ajudar e é sempre bem-vindo. Porque, todas as vezes em que ele passa por aqui, ele acalma os ânimos e ajuda a gente a construir essa tão sonhada base fidelizada e de apoio ao governo, para a gente votar essas matérias — disse Delcídio.

O líder petista disse que as negociações junto ao próprio Eduardo Cunha estão sendo feitas, e que há disposição dos ministros Jaques Wagner (Casa Civil), principalmente, e Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo), de retomar um diálogo.

— O governo está efetivamente fazendo uma conversa com o presidente da Câmara no sentido de acertar essa agenda e para trazer tranquilidade, para que a Câmara vote, para que o Senado vote, para que o Congresso se apresente e a economia sofra os impactos positivos fundamentados nas medidas apresentadas. O presidente Eduardo Cunha tem todas as condições e compreende bem o momento para dialogar com o governo e com todos os atores do processo. Isso é natural. Se não se conversar no Parlamento, quem vai conversar? Tem que baixar a guarda e dialogar — disse o senador.

Para o líder do governo, Cunha pretende ganhar tempo diante da postura do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu o rito adotado por ele para analisa os pedidos de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Ele disse não saber sobre um “acordão” entre o governo e Cunha.

— A questão do impeachment, o STF deu três liminares, e o presidente da Câmara quer discutir essas liminares em função do rito que ele estabeleceu. Isso tem o seu tempo, vai caminhar da forma mais natural possível. E, como qualquer relação entre instituições, num regime democrático, esse tipo de pendenga demanda no tempo — disse Delcídio.

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